10 Set 2019

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A palavra “espírito” no hebraico é Ruach (רוח), que significa: vento, sopro, respiração, fôlego. No grego é pneuma (πνεῦμα), sopro, ar, fôlego. O salmista Davi no salmo 33.6 nos ensina que todos os “exércitos celestiais” (estrelas, planetas, luas, sóis… constelações, galáxias…) foram criados pelo “espírito da Sua boca”. A palavra espírito nesse salmo é ūḇərūaḥ (וּבְר֥וּחַ), cujo significado é respiração. Ou seja, em perfeita harmonia com toda a contextualização bíblica. Deus criou todas as coisas a partir da Sua “fala”, pois ordenou e todas as coisas passaram a existir: “Porque falou, e foi feito; mandou, e logo apareceu” (Sl 33.9). Foi pela Sua “Palavra”, que sai da Sua boca, que tudo passou a existir. A Palavra que ao ser pronunciada, vem acompanhada do fôlego, vento, sopro, hálito… Que sai de dentro, do íntimo, do caráter, da essência do Criador. Não é atoa que toda a criação reflete o caráter perfeito do Criador: “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” (Sl 19.1). A Palavra de Deus confirma a presença de Jesus com o Pai em toda criação. Ele estava no princípio com Deus (João 1.2) e era o auxiliar do Pai (Pv 8.30); chamado de a “sabedoria” de Deus (1Co 1.24); o verbo ou a palavra de Deus (João 1.14). Foi POR MEIO do Filho que o Pai tudo criou (João 1.3 e Cl 1.16). Diante dessa verdade cristalina, fica fácil compreender o que Cristo quer dizer quando afirma: “Saí de Ti” (João 17.8; 1628 e 30). O que sai da boca do Pai e cria, sai da boca do Filho e recria: “O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos digo são espírito e vida” (João 6.63). Deus seja louvado! Amém.