26 Mar 2020

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Entre sentir e agir pode existir um grande lapso de tempo. Nesse interim, pode haver desistência ou persistência para colocar em prática tal sentimento. Cristo nos ensinou que basta um homem casado olhar para uma mulher, que não seja a sua, com desejo de possuí-la sexualmente, já cometeu o pecado do adultério. Quando se age instintivamente, sem pensar, pode trazer sérios transtornos à sua vida e dos demais à sua volta. Buscar o espírito de Cristo é buscar discernimento e sabedoria para enfrentar os desafios que tentar implantar em nós o ódio e as práticas da violência. A ira aumenta a cada lembrança do mal sofrido e o planejamento mental de como praticará a vingança. Se apenas ao desejar a mulher do próximo é pecado, também irar-se com alguém que lhe fez algum mal, também é. Todavia, o apóstolo Paulo nos recomenda que não se materialize o pecado: “Irai-vos, mas não pequeis!” Um pecado é sentir ódio de alguém, mas bem pior ainda é vingar-se. Uma coisa é se arrepender de um sentimento pecaminoso que veio à mente, confessar e pedir perdão a Deus, outro cenário completamente diferente é sentir remorso e sentimento de culpa. Para isso, sabiamente, o mesmo apóstolo complementa seu conselho inspirado: “Não se ponha o sol sobre a vossa ira”. Vá dormir tranquilo e coloque sua cabeça no travesseiro depois de buscar a face e o perdão de Deus, confessando todas as suas fragilidades e dificuldades que lhe perturba. Devemos buscar o crescimento em sabedoria e graça diante de Deus e dos homens. Deus seja louvado! Amém.