03 Abr 2019

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O homem civilizado aprendeu a planejar e programar o seu futuro, e com isso criou uma falsa expectativa de que depende única e exclusivamente dele mesmo, e somente, e passou a confiar na sua própria capacidade administrativa e estratégica. Ações simples como planejar uma viagem internacional ou um cruzeiro para doze meses à frente; casar-se com a mulher amada só depois de 5 anos de universidade e passar num concurso público; fazer um plano de previdência privada, para ter um bom salário na velhice, e tantas outras ações semelhantes a estas. Há alguma coisa de errada nas ações de um homem prudente em se precaver quanto ao futuro, guardando recursos para uma emergência, por exemplo? Não! O problema não está em ser um bom administrador de tudo aquilo que o Senhor lhe permitiu possuir, mas depender de si mesmo, da própria inteligência e dos recursos acumulados. O dia de amanhã não pertence ao homem. A vida do homem é como uma neblina levada pelo vento, que passa muito rápido (Tg 4.14). Rafael Henzel, jornalista (radialista), escreveu o livro VIVA COMO SE ESTIVESSE DE PARTIDA, após escapar de um acidente aéreo em novembro de 2016, próximo ao aeroporto de Córdova na Colômbia, onde morreram 71 pessoas de um total de 77, e apenas ele de jornalista. 2 anos e 4 meses depois, morre de um infarto fulminante (26 Mar 2019). Escapou da “morte certa” e morreu de “morte incerta”. Esse é um exemplo simples da fragilidade do ser humano em relação ao futuro. Só Deus conhece o futuro e tem controle de tudo. É nEle que devemos por a nossa confiança. Não sabemos que tipo de mal o dia de amanhã nos trará, mas se estivermos debaixo de Suas asas protetoras o mal não nos alcançará. Deus seja louvado! Amém.