11 Abr 2019

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Jesus conta uma parábola no evangelho de Lucas, conhecida como "A parábola do juiz iníquo ou incompassivo". Na verdade a parábola exalta a figura de uma viúva que todos os dias, perseverantemente, pedia ao juiz que fizesse justiça contra o seu adversário (Lc 18.3). Se até mesmo um juiz mal atende aos insistentes pedidos, por se sentir importunado, imagine Deus, que é o nosso Pai de amor, com Seu coração desejoso de sempre ajudar aos Seus filhos, dará tudo aquilo que Lhe pedirem (Mt 7.11). A atitude perseverante da viúva nos ensina que está próximo ao juiz, quem tem o poder de decidir, sempre, cotidianamente, foi uma escolha sábia e por isso foi atendida em seus anseios. Deus é o Juiz dos juízes e por Cristo julgará tudo. Por Cristo, a quem constituiu o juiz da causa humana (João 5.22), deseja fazer justiça a todos os injustiçados (Mt 5.6). Junto ao Pai, por Cristo, há muito mais do que justiça, há também: misericórdia e graça abundante. É a esse trono de graça que o autor do livro aos hebreus apela para que nos acheguemos continuamente, buscando uma relação próxima com o Pai de amor e com Cristo, para que nos momentos oportunos, de grandes provas ou dificuldades, sejamos ajudados. Manter comunhão com o Pai e com Cristo (1Jo 1.3), naturalmente, como em todo relacionamento íntimo, gerará o conhecimento das partes envolvidas. Da mesma forma, o conhecimento das pessoas do Pai e do Filho, que prepara o homem para a vida eterna (João 17.3), também gerará confiança. Só assim, nos achegaremos ao trono da graça com confiança, pois só confiamos em quem conhecemos. Deus seja louvado! Amém.