22 Fev 2019

Generic placeholder image

Não há nada mais urgentemente desejada do que água fresca e potável para o transeunte num ambiente desértico e causticante. Na sede extrema a língua seca; a garganta arde; tonturas e desorientação ocorrerão por consequência da desidratação, antes da morte. Neste cenário, a água é a única "salvação" para o peregrino. Imaginemo-nos no lugar deste sedento que depois de horas ou dias numa busca desesperada por água, encontramos uma fonte de água, mas para nossa surpresa a água é contaminada, suja e com odor de podridão. Por fim, diante da fonte que deveria matar nossa sede, está o fim da nossa esperança. Essa metáfora explica o verso de hoje (Pv 25.26). O justo foi colocado, por Cristo, como luz, sal da terra e fonte de água pura (Tg 3.11) para matar a sede dos gentios, necessitados da verdade que liberta, pela pregação da Palavra de Deus e pelo exemplo de Cristo. Quando um gentio ou ímpio encontra um cristão; um crente ou um que se diz discípulo de Cristo, mas prega e vive o engano através de maus testemunhos e língua enganosa. Para muitos gentios que estão numa caminhada difícil, quase desfalecendo, sem ânimo para viver, sedento por esperança, e encontra um cristão com roupagem externa impecável, de longe, parecendo uma fonte de água pura, que faz com que o gentio crie esperança no Cristo que ele prega, mas ao conviver com ele, chegando mais perto, e conhecendo sua intimidade, percebe que é como uma fonte poluída. Ali acaba toda a esperança do gentio e agora é só aguardar a morte. O sangue deste inocente recairá sobre este que se diz justo (Ez 3.18). Grande responsabilidade têm os que foram chamados para serem discípulos de Cristo. Deus seja louvado! Amém.