28 Fev 2019

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“Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lc 18.8). Jesus Cristo descreveu o que hoje vemos com nossos próprios olhos: um mundo materialista que só acredita naquilo que vê. A “fé de Tomé” parece que tomou conta do professo povo cristão, cujo ceticismo, antagônico e contraditório, andam buscando, enxergar, sinais e prodígios nas casas de cultos, que mais parecem circos com seus tristes espetáculos preparados para cegos espirituais que não conseguem enxergar na Palavra de Deus qualquer apoio ou aprovação à tais práticas. A maioria está cheia de religiosidade, mas vazia da fé genuína. O Filho do homem quando voltar, no fim dos tempos, não encontrará fé na terra, porque a fé é uma crença firme naquilo que não se pode ver. A fé que vem ao coração dos homens pelos “ouvidos” (Rm 10.17), tem sido substituída pela religiosidade daquilo que os olhos enxergam. Triste armadilha, pois é aí onde mora o perigo da enganação do anticristo: “Faz até descer fogo do céu à VISTA dos homens” (Ap 13.13). A fé que salva o homem, que já foi liberto pela verdade, é como algo sólido, como um firme fundamento, embora não possa vê-lo ou tocá-lo. Ou seja, a fé genuína é a uma certeza de que “aquilo” existe e/ou que “ocorrerá”, mesmo que o cenário religioso, político, econômico, militar ou ambiental estejam visivelmente em direção oposta. Por isso, a justificação e a salvação não é para quem é religioso, apenas, mas para os que creem (Mc 16.16). Deus seja louvado! Amém.