Pão Matinal (13 Mai 22)

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PORTAS DE BRONZE E FERROLHOS DE FERRO

O inimigo das nossas almas preparou uma prisão e a dissimulou, parecendo um paraíso.

Utilizando da sua grande astúcia para aplicar o engano, seduziu a humanidade a entrar nessa prisão de segurança máxima. Os pobres e indefesos homens estavam condenados a prisão perpétua.

Lá dentro, os homens perceberam que era impossível sair, pois suas portas eram intransponíveis, como feitas de bronze maciço e os seus ferrolhos de ferro.

Abandonados pelo inimigo para morrer de fome e sede, eram incapazes de fugir e experimentar a liberdade, pois suas poucas forças eram incapazes de abrir aquelas terríveis portas. O pecado enfraqueceu seus corpos.

Além das portas e dos fortes ferrolhos, as trevas dessa prisão os impossibilitava de enxergar a saída. Por si mesmos não tinham como sair dessa condição. Sem chances.

Somente uma pessoa poderia libertar a humanidade dessa prisão – Deus, o Pai (1Tm 2.3).

O Deus de amor elaborou um plano para libertar todos os que desejassem abandonar aquele lugar escuro e insalubre. ELE enviaria o Seu próprio Filho para dentro dessa prisão, com a luz de Deus em si, para alumiar o seu caminho e dos prisioneiros sedentos pela liberdade. (João 3.16).

E, como um deles, deveria guiá-los para fora. Quem quisesse ser salvo, deveria segui-Lo (João 13.15) para a liberdade (João 8.36).

O enviado de Deus recebeu todo o poder para realizar a mais importante missão do universo (Mt 28.18). Ele recebeu poder para iluminar os homens (João 8.12) com discernimento espiritual, como a força dada a Sansão para destruir as portas de bronze e despedaçar os ferrolhos de ferro (Jz 16.3).

Somente o Filho poderia conduzir os prisioneiros pelo caminho para a liberdade (João 14.6).

Quando o poder do Pai abriu as portas do sepulcro (At 13.30), o dia raiou para todos. Estavam libertos os homens. Os que se agradassem da luz poderiam seguir o Filho, mas os que preferissem continuar na escura prisão, seria respeitada as suas escolhas, seu livre-arbítrio.

A porta que nos prendia foi despedaçada pelo poder do Pai, dado ao Filho, e permanece aberta e ninguém que tenha pouca força pode fechá-la (Ap 3.8 ).

A todos os prisioneiros, sem qualquer tipo de distinção, é feito o convite para passar por ela enquanto está aberta (Is 55.6). Essa porta da graça divina, será fechada um dia, e depois que for fechada, ninguém poderá abrir (Ap 3.7).

Para que Cristo vá adiante de nós, destruindo as cadeias que nos prendia a esse mundo, nos conduzindo a liberdade eterna, é necessário que Ele passe pela última porta. Essa é a única porta que Ele não pode despedaçar.

Se fizesse isso, nos mataria, pois estamos do outro lado, segurando a maçaneta. Essa é a porta do nosso coração. Por isso nos diz com muito amor: “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei…” (Ap 3.20).

Essa é a única porta, a última, no fundo da prisão, que só nós humanos podemos abrir, pois a maçaneta fica pelo lado de dentro. Essa é a solitária onde se encontra cada um dos indivíduos desse planeta.

Quem quiser ser livre deve girar a sua maçaneta e abrir o seu coração para Cristo entrar. Somente assim, entraremos por Ele, a porta verdadeira. Se entrarmos por Ele, sairemos e encontraremos as pastagens da liberdade (João 10.9).

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.