Pão Matinal (17 Out 21)

Generic placeholder image

EM ESTADO TERMINAL

O mundo se encontra enfermo. A sua enfermidade é muito grave e já foi diagnostica como estando em estado terminal. Já foi “desenganado” até pelos falsos pregadores da Palavra de Deus.

Todos nós, quando ainda não conhecíamos a Cristo e não o havíamos aceitado como nosso Salvador, também estávamos com a mesma doença e na mesma fila para receber o mesmo diagnóstico.

Certa vez os escribas e os fariseus falaram mal de Cristo aos Seus discípulos, pelo fato dele estar comendo e bebendo com os publicanos e pecadores. Ora, como um médico pode curar seus pacientes à distância, sem examiná-los? Cristo precisava estar do lado para sentir as suas dores.

Para os doutores da lei, que parecia viver classificando as pessoas em salvos e perdidos, era escandaloso para um mestre sentar-se com publicanos e malfeitores, pois era como se estivessem imundos, com lepra. Eles tinham razão até certo ponto, mas não enxergavam em Cristo o poder de Deus para curar a pior das doenças.

As classes dos fariseus, saduceus e escribas eram compostos por príncipes ou “principais” do povo judeu. Eles se consideravam especiais por causa das suas posições religiosas e não da fé. Ainda hoje, muitos religiosos confundem religião e fé.

Cristo não veio trazer uma nova religião, institucionalizada, como acreditavam esses homens, mas a fé.

A religiosidade desses doutores da lei era como uma terrível catarata que os impediam de ver a sua própria doença espiritual. Mesmo Cristo apelando para o bom senso, ao dizer: “Quem precisa de médico são os doentes. Se os malfeitores estão com a doença da desobediência, é a eles que o médico deve ser enviado”.

Embora o foco principal da fala de Cristo fosse os publicanos e malfeitores, “doentes que careciam de médicos”, os doutores da lei também precisavam do melhor oftalmologista, possuidor do melhor colírio (Ap 3.18), com poder de fazer enxergar com o espírito.

Quem estava mais doente ali? Quem mais carecia de médico: Os malfeitores e publicanos ou os doutores da lei que buscavam constantemente uma forma de fazer com que Jesus Cristo se condenasse, colocando-lhe armadilhas com palavras e situações sorrateiras?

Essa questão não é tão difícil de perceber. Jesus curou o espírito de uma mulher adúltera; curou o espírito do desonesto Zaqueu; curou o espírito de uma mulher samaritana e tantos outros que fica difícil contar, mas lemos nenhum sacerdote, doutor da lei ou escriba, da alta cúpula religiosa sendo curado da cegueira do espírito e se convertendo a Cristo, enquanto desempenhava seu ministério terrestre.

Como a história se repete, mudando apenas os personagens (Ec 1.9), se você é um religioso e frequenta uma igreja, nunca rejeite uma consulta do médico dos médicos, pois somente ele pode curar, o resto só sabe receitar remédios, estando também doentes.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.