Pão Matinal (18 Out 21)

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O FIM DA SEGREGAÇÃO EM CRISTO

Antes da igreja cristã, o estrangeiro que não conhecia o Deus único de Israel e nem os ritos sagrados ou as regras ensinadas pela religião do professo povo de Deus, era chamado simplesmente de gentio. O termo aplicado a estes, em hebraico goyim; em grego ethnos (ou hellenes), que é traduzido ora como “nações”, ora como “pagãos”, e ora como “gentios”.

Os gentios eram impedidos de participar do sagrado em diversas situações:

1. Mesmo sendo um estrangeiro convertido a fé israelita, era impedido de acessar determinadas áreas do templo, o conhecido muro da separação, um pequeno muro literal que causava a vergonhosa segregação. Todavia, em Cristo isso foi derrubado (Ef 2.14);

2. As ofertas dos gentios não eram aceitas pelos sacerdotes no santuário, mas em Cristo a oferta dos gentios eram aceitas e santificadas (Rm 15.16);

3. Muitos outros aspectos do costume israelita, em especial ao judeu, faziam distinção entre eles e os gentios.

Nenhum rei ou sumo-sacerdote teve o poder para mudar esse quadro. Dois extremos foram as escolhas desses líderes: Ou condenavam tudo o que vinham dos gentios, inclusive os verdadeiramente convertidos, ou aceitavam seus costumes pagãos, levando a nação a pecar.

Só Cristo Jesus, rei e sumo-sacerdote ao mesmo tempo, da ordem espiritual de Melquisedeque (Hb 5.10), recebeu de Deus, o Pai, a autoridade para mudar esse cenário, destruindo todos os muros estabelecidos pelos costumes e tradições religiosas que separavam os irmãos de fé.

Quando Jesus Cristo morreu e derramou seu precioso sangue pelo homem, sem distinção, justos e injustos, servos e livres, ricos e pobres, doutores e indoutos, pretos e brancos… Se tornou o Senhor de todos nós, pois Deus, o Pai, o fez Senhor e Cristo (At 2.36).

Sendo ele o Senhor de todos nós, e como o seu caráter não permite a acepção de pessoas, à semelhança de Deus, o Pai, desde os tempos de Moisés (Dt 10.17), não devendo ser uma novidade nas escritas do apóstolo Paulo, destruiu tudo aquilo que os homens os diferenciava.

O maior preconceito era entre judeus e gentios. O judeu se achava puro e privilegiado e por isso diminuía o gentio, mesmo se tornando seu irmão na fé, era visto como inferior. Mas, em Cristo Jesus, nenhuma diferença há entre os dois, entre as etnias ou aspectos sociais e culturais. A fé genuína era a única coisa que os podia distinguir.

Ainda hoje, nas igrejas que se dizem cristãs, persiste esse maldito vírus da segregação. Falsos crentes se portam como melhores que outros por frequentar mais tempo uma congregação que o novo converso, estimulando a formação de panelinhas e clubismos.

O Senhor não abençoa os mais “igrejeiros” ou os que têm mais dinheiro, cultura, posição social ou tempo de congregação, mas a todos que o buscam com sinceridade de coração.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.