Pão Matinal (19 Jun 22)

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CARNE VERSUS ESPÍRITO

O apóstolo Paulo nos apresenta um conflito entre a carne e o espírito. Entre os desejos carnais e a consciência espiritual ou racional, quando sob a santa influência do espírito de Cristo no indivíduo.

A razão nos convence daquilo é bom, o correto a ser feito, mas a força da carne, impulsionada pelo desejo de sentir prazeres, combate fortemente contra a razão, induzindo o homem a agir sem pensar, por instinto. É uma verdadeira guerra entre o certo e o errado; entre a vida e a morte.

Exemplo: O homem é convencido racionalmente que o refrigerante causa um terrível mal à saúde, pois seus conservantes, produtos químicos e açúcares causam diabetes e enfraquece drasticamente o sistema imunológico, mas a memória gustativa é muito forte e tenta calar a voz da consciência para que a carne se deleite naquele sabor artificial e enganoso.

O homem carnal é superficial, imediatista e egoísta. O homem espiritual é racional e luta contra o próprio corpo para que o ensino da fé prevaleça.

Nos dias em que Jesus  andava pelas empoeiradas trilhas da Galileia, haviam muitos religiosos que O contestavam com relação a suposta superioridade dos Judeus sobre os demais Hebreus de Samaria – os samaritanos.

Os Hebreus, por sua vez, se portavam como superiores as outras nações, por serem descendentes de Abraão. Eles se achavam melhores porque valorizavam mais a descendência sanguínea do que os valores espirituais – caráter e fé. A carne para eles tinham mais valor que a fé.

Indo mais longe, os árabes, descendentes de Ismael e Abraão, também se julgavam superiores aos os outros povos.

Os cristãos nominais, depois de tomar o primeiro gole do vinho da apostasia, também foram dominados por esse mesmo espírito enganoso. Isso parece não ter fim. Toda vez que o Senhor faz de um remanescente, um povo forte e poderoso, perdem a humildade e se tornam prepotentes, vangloriosos e caem.

Você conhece algum professo cristão que valoriza mais a placa de sua igreja do que a fé das pessoas? Você já encontrou alguém que quando descobre que você é cristão, a primeira pergunta que te faz é: “Qual é a sua igreja?” e “Qual é o nome do teu pastor?”.

A placa da igreja destes é mais importante que a fé, como a raça era mais importante para o antigo povo. Esses tem o mesmo espírito que os religiosos do tempo de Cristo. A tradição religiosa (placa e carne) é mais valiosa para eles. Por que não perguntam: “O que Cristo é para você?” ou “O que você tem descoberto nos estudos das Sagradas Escrituras?”

Tudo aquilo que é passageiro, temporal e frágil não pode vir primeiro que as coisas eternas. Os religiosos valorizam as placas, a carne e as coisas passageiras, mas somente os homens espirituais valorizam as coisas eternas que provém da fé.

Jesus Cristo e os apóstolos nos apresentaram a superioridade da fé em relação a herança carnal dos religiosos sem fé.

Quando o verdadeiro convertido deixa de ser religioso e passa a ser espiritual, o maior dos milagres acontece. Os verdadeiros descendentes de Abraão, são os filhos da promessa, pela fé, e não da descendência carnal e das tradições religiosas que desprezam a autoridade que vem da Palavra de Deus.

Resta-nos escolher: Se somos da carne, valorizaremos mais a instituição religiosa e os seus líderes (Assim diz o pastor) do que a Palavra da Verdade, mas se somos de Cristo, somos filhos da mesma fé que Abraão professava, e viveremos sob a regra de um claro ASSIM DIZ O SENHOR.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.