Pão Matinal (19 Nov 21)

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HERDEIROS DE DEUS

O direito de herança estar claramente definido no ordenamento jurídico de nossa nação e na maioria das nações civilizadas do mundo. A herança, na Bíblia, é um claro reconhecimento da filiação e da paternidade.

A sucessão hereditária não se limita apenas aos bens materiais que se conquistam durante toda a vida, podendo ser percebidos e tocados fisicamente, mas também aos valores intangíveis e imateriais. A herança genética, perceptível na cor da pele, cabelos, olhos, voz… é um exemplo disso.

Para o homem espiritual que busca a estatura do Cristo, homem perfeito (Ef 4.13), o maior tesouro à herdar é o caráter de Deus, que por meio de Cristo nos é concedido.

Cristo veio à terra nos ensinar com palavras e ações, como sermos verdadeiros filhos de Deus, obedientes ao Pai em tudo. Para que isso se concretize em nossas vidas, Ele nos concede poder por meio do Seu espírito em nós: “E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai.” (Gl 4.6). “…mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.” (Rm 8.15).

O próprio Cristo depois de ressuscitado, já num corpo incorruptível, como a primícia dos despertados da morte para a vida eterna, disse: “Não me retenhas, porque ainda não subi a meu Pai, mas vai a meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e VOSSO PAI, meu Deus e vosso Deus” (João 20.17).

Logo, pela fé em Cristo, o Filho de Deus, todos fomos feitos, também, “filhos de Deus” (Gl 3.26).

Se somos filhos, podemos ser beneficiados e contemplados com a herança do Pai. O “se” é eliminado e a certeza é dada aos homens quando eles aceitam Cristo como salvador pessoal, tornando-se por meio de Cristo, coerdeiro com Ele.

Foi o próprio Cristo, já em corpo incorruptível, aguardando a glorificação, quem afirmou ser o nosso irmão e Filho do mesmo Pai, nos convidando a sermos coerdeiros com Ele da herança de Deus.

“E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e coerdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.” (Rm 8.17).

Da mesma forma que Cristo provou Sua afeição (gratidão e obediência) ao Pai, sofrendo para exaltar e honrar Seu Nome, devemos fazer o mesmo. Afinal, quem participa dos mesmos sofrimentos também é digno que participem das mesmas glórias.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.