Pão Matinal (27 Jul 21)

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PACTO DE SANGUE

Foi Deus, o Pai, quem trouxe Jesus Cristo dentre os mortos, em confirmação ao pacto feito antes da fundação do mundo (Ap 13.8). Pacto este que previa o derramamento de sangue de um inocente, pois sem derramamento de sangue não há remissão dos pecados (Hb 9.22).

Somente o Deus vivo poderia trazer o Filho morto, de volta a vida. Já que um morto não se autorressuscita. Se Cristo viesse sozinho da morte, sendo Ele o nosso exemplo em tudo, obviamente que os santos mortos também retornariam a vida sozinhos, apenas com a permissão do Pai.

Um pacto precisa no mínimo de duas partes e com clausulas bilaterais. Deus não fez um pacto com ELE próprio. Primeiro entre ELE e o Seu Filho e em seguida Eles fizeram com a humanidade, sendo claramente evidenciado nas alianças feita com Noé, Abrão, Isaque, Jacó…

Há nas Escrituras Sagradas muitos tipos (figuras e símbolos) desse pacto perfeito:

1. O sangue de Abel que “clamou” ao Senhor desde a terra por justiça (Gn 4.10);

2. Abraão ao decidir derramar o sangue inocente de Isaque (embora não concretizado), seu filho Isaque, o filho da promessa (Gn 22.16).

Os pastores Abel e Isaque são tipos que apontam para o antítipo – Cristo. Jesus é o grande pastor que dá a vida por Suas ovelhas (João 10.11). Só Ele pode conduzir as ovelhas para fora do curral, conduzindo-as á liberdade e para desfrutar dos grandes pastos verdejantes e das águas tranquilas (João 10.3,4; 8.32 e 36; Sl 23).

A grande obra redentora e salvadora, que através do precioso e imaculado sangue de Cristo, preconizado em Abel e Isaque, como sombra das coisas futuras, foi planejada desde os tempos antigos, antes da fundação do mundo.

À semelhança de Abel, o sangue de Cristo, sem culpa, derramado na terra, “gritava” por justiça a Deus, o Pai, e ELE, que é a própria justiça, não poderia deixar Seu Filho justo e inocente, morto como um culpado.

À semelhança de Isaque, o Filho foi oferecido pelo Pai para que a promessa se cumprisse. Assim como Isaque não desceu do altar de sacrifício e nem fugiu de seu pai Abraão, Jesus permaneceu na cruz até a morte.

Por isso, tornou a trazer o Justo à vida, ressuscitando-o dentre os mortos. Foi Deus, o Pai, que trouxe Jesus à vida novamente para cumprir todo o justíssimo plano da redenção do homem.

Somente Jesus Cristo, pelo Seu sangue justo, da aliança eterna, pode nos conduzir, ovelhas de Seu pasto (Sl 100.3), ao Deus de paz.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.