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Devocional

A Carga Do Mediador

Por Fábio Amaro

15 de dezembro de 2024

A Carga Do Mediador

O SENHOR indignou-se contra mim por causa das vossas palavras e jurou que eu não passaria o Jordão nem entraria na boa terra que o SENHOR teu Deus te dá por herança.

Uma das tarefas mais difíceis, para quem preza por um bom nome, uma boa reputação, que vive de forma justa e reta, é pedir por alguém que ainda não demonstrou amor pela justa boa fama.

Quem já teve a coragem de pedir um emprego para alguém que poderia não ser um bom funcionário, causando problemas na empresa e prejudicando a imagem daquele que o indicou, sabe muito bem o risco que correu.

Interceder por alguém é uma dura tarefa espiritual, pois o Mediador deve fazer essa nobre ação, sabendo que exerce um sacerdócio, e que não pode esperar nada em troca pelo sacrifício que fez, nem mesmo a gratidão daquele a quem ajudou.

Moisés, na figura e função de libertador, foi um claro "tipo" de Cristo, sendo o líder e espelho para um povo que se encontrava cativo, para os conduzir a liberdade tão desejada.

Ele também se tornou uma sombra figurada de Cristo quando enxergou o povo com os olhos da empatia, um povo de dura cerviz, que não estava acostumado a seguir regras, a ser obediente. 

Ao sentir compaixão pelo povo, por enxergar nele a dificuldade para obedecer aos mais simples mandamentos, ao invés de condená-los, foi tocado a interceder por ele.

O espírito de Deus, agindo no coração de Moisés para que tivesse discernimento espiritual, fez com que ele sentisse algo transcendental, o estranho desejo de ajudar aquelas pessoas que pareciam não ter jeito nem futuro.

Ajudar pessoas que não querem ser ajudadas é um trabalho muito pesado e esgota o mediador/ajudador. Todavia, são pessoas completamente cegadas pela ignorância e sem sensatez, que não sabem medir o sacrifício do outro.

Assim era o povo de Israel da antiguidade, não diferente dos cristãos que professam ser povo de Cristo na atualidade. Não têm noção do que foi feito em seu favor e agem como se todos tivessem a obrigação de ajudá-los, mas não estão dispostos a ajudar como foram ajudados.

Moisés intercedeu pelo povo, como que estivesse chamando a responsabilidade para si, e sofreu as consequências da lei da justiça. Da mesma forma ocorreu com Jesus, de uma forma superior e muito mais abrangente no âmbito físico e espiritual.

O servo do Altíssimo, que aceitou o chamado para guiar o povo pelo deserto, foi impedido de entrar para desfrutar da terra prometida, que manava leite e mel, a Canaã dada a Abraão, Isaque e Jacó, por culpa do povo rebelde.

Moisés dormiu no SENHOR e não teve o "privilégio" de provar as delícias que a abençoada terra de Canaã produzia. O inocente e fiel servo Moisés sofreu por causa dos pecados do povo.

O nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o justo, também sofreu as consequências dos nossos pecados no Seu próprio corpo, sendo torturado e experimentando a dor física, bem como as dores da alma, sendo afligido no Seu espírito.

Com todo esse conhecimento nos entregue, os céus esperam que as nossas ações doravante sejam diferentes daquelas que nos antecederam. Além de ter a real noção da grandeza dos sacrifícios de Cristo e de Deus, desenvolvamos um espírito de gratidão pelas nossas ações de intercessão pelos outros.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.