E vi um anjo forte, que com grande voz apregoava: Quem é digno de abrir o livro e de desatar os seus selos?
A dignidade se tornou uma palavra vinculada aos direitos humanos, presente em todas as declarações universais da nossa sociedade moderna.
A "dignidade da pessoa humana" é matéria obrigatória em muitos cursos de graduação e pós-graduação em todas as áreas consideradas ciências humanas.
Ela passou a ser vista como um valor inerente a cada ser humano, independentemente de sua condição social, origem ou crença. Está ligada ao respeito, à justiça e ao direito de viver de maneira plena, sem sofrer humilhações ou discriminações. É um princípio fundamental para a convivência harmoniosa e para a construção de sociedades mais igualitárias.
A dignidade permeia todas as relações humanas, sendo a base para o respeito mútuo e a valorização da individualidade.
É assim que a sociedade moderna enxerga e utiliza a palavra "dignidade".
Entretanto, nas Escrituras Sagradas encontramos um entendimento um pouco diferente do que é usado pela maioria das pessoas atualmente.
Não que a Palavra de Deus não reconheça a "dignidade da pessoa humana", pois nenhuma outra lei ou escritura prevê com precisão e perfeita justiça a real e verdadeira valorização e resgate da pessoa humana.
Entretanto, há muitos versos bíblicos que, ao falar de dignidade, enfatizam o mérito ou a "meritocracia", como estamos acostumados a ouvir no âmbito da política, para dar honra aos que realmente merecem tais reconhecimentos.
Um desses versos é encontrado no livro do Apocalipse (5.2), quando um anjo, aos gritos (em alta voz), faz uma pergunta para que todo o universo ouça e busque alguém que preencha, com seus méritos, os pré-requisitos para receber a honra de abrir um livro fechado com sete selos.
Nesse livro está a garantia do futuro. Se fosse aberto, o futuro estaria descrito nele, mas se não aparecesse ninguém, significava que a humanidade e o mundo haviam chegado ao fim e tudo havia sido destruído.
Então foi perguntado: "Quem é digno?". No primeiro momento, João não viu aparecer ninguém, mas um ancião chegou perto dele e mostrou Jesus na figura de um Cordeiro que tinha sido morto, mas que havia ressuscitado, justamente devido aos "Seus méritos", deixando bem claro que "Ele venceu!" (Ap 5.5).
A única pessoa, em todo o universo, que Deus, o Pai, com a anuência e aprovação dos anjos e anciãos dos céus, encontrou para revelar o futuro da humanidade foi a pessoa de Jesus Cristo, o Filho do homem, o Cordeiro de Deus.
Os méritos são confirmados na Sua vida e obra. Ele venceu como ser humano, sem nenhum privilégio, sendo tentado em tudo (Hb 2.17), como um de nós, mas não cedeu ao pecado (Hb 4.15), provando as maiores privações e humilhações. A despeito de tudo isso, tornou-Se nosso exemplo de fé em Deus e obediência.
A dignidade pode ser conquistada com a ajuda de Deus, por Seu espírito em nós, nos capacitando a viver uma vida de fé e obediência também.
Naturalmente, nenhum homem é digno, pois todos foram excluídos da glória de Deus, mas em Cristo esse cenário mudou, possibilitando-nos sermos como Ele foi, diante da humanidade, do mundo e do pecado, vencendo a todos.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

