Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus.
A expressão: "O meu braço direito" é muito usada para se referir a alguém de total confiança, em quem é depositado muitas responsabilidades e as expectativas são correspondidas, e que sem ele as tarefas não seriam realizadas à contento. Isso é uma menção honrosa.
Alguém que é posto ao lado direito de uma grande autoridade, recebe mais que uma menção honrosa, recebe autoridade para ser a segunda pessoa em posição hierárquica, depois daquele que está ao centro, em evidência. Isso é conferir autoridade.
Estevão, o santo e fiel servo de Cristo, logo nos primórdios da igreja apostólica, foi julgado e sentenciado à morte por apedrejamento num tribunal de exceção dos religiosos judeus, que não suportavam ouvir testemunhos verdadeiros sobre Jesus Cristo.
No momento da aplicação da sua sentença, antes da última pedra certeira apagar os seus sentidos, ele teve uma visão da glória de Deus, o Pai, e ao Seu lado direito estava Jesus Cristo, o Filho do homem.
Esse servo fiel não estava delirando devido alguma pedrada recebida em sua cabeça, mas cheio do espírito santo de Deus. Suas palavras eram um testemunho da exaltação de Jesus Cristo.
Alguns pontos de grande importância para a sã doutrina da fé apostólica, precisam ser levados em consideração nessa verdade revelada:
1. Estevão vê Jesus, o Filho do homem e não um Deus como creem a maioria das igrejas cristãs, ao deduzirem que Jesus virou um Deus após a sua ressurreição:
"Eis que vejo, disse ele, os céus abertos e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus." (At 7.56). Deus, o Pai, ressuscitou Jesus Cristo, o Filho do homem, e não um Deus coigual. Deus ressuscitou um homem num corpo incorruptível, como o primogênito dentre os mortos, como exemplo do que faria com os demais homens de fé.
2. Estevão estava cheio do espírito santo de Deus e sua descrição foi feita com a máxima perfeição possível, sem falhas ou defeitos na comunicação precisa, óbvia e objetiva. Não há brechas para teólogos deduzirem o que bem entenderem, o texto é claro.
3. Estevão não vê a pessoa de Deus, o Pai, pois o homem pecador não poder ver o Deus único e continuar vivo (Ex 33.20), pois o Pai é invisível aos olhos dos homens pecadores (Jo 1.18; Cl 1.15; 1Tm 1.17 e 1Tm 6.16).
Jesus Cristo sempre foi visto por todos os Seus discípulos e multidões de pessoas que se dirigiam a Ele para serem curadas, além de muitos religiosos judeus, como os sacerdotes, doutores da lei, escribas e membros da seita dos fariseus.
Jesus, o Filho do homem, de Maria, foi o ser ressuscitado para trazer esperança a todos os homens que tem fé em Deus. Todos que acreditaram nas palavras que saíram da boca de Jesus Cristo, verão o que Estevão viu.
4. Estevão viu Jesus em pé. O Filho de Deus ainda não havia sentado ao lado do Santíssimo no céu. Isso significa que até aquele momento o Filho não havia sido ainda entronizado, como lemos depois no livro do Apocalipse: "Ao vencedor concederei assentar-se comigo no meu trono, assim como eu venci e ME ASSENTEI com meu Pai no seu trono." (Ap 3.21).
Jesus é o nosso exemplo. Tudo deve ser primeiramente experimentado por Ele, para em seguida acontecer com os salvos, pois Ele tem a primazia em tudo (Cl 1.18).
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

