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Devocional

A Força Do Mediador

Por Fábio Amaro

03 de junho de 2025

A Força Do Mediador

Eu só não posso levar todo este povo, porque pesado demais é para mim.

Em Moisés, é possível encontrar alguns "tipos" messiânicos que, obviamente, apontavam para Jesus Cristo, sua vida e obra.

A tipologia bíblica é uma linguagem figurada, algumas vezes chamada de "sombras" ou "figuras" imprecisas que apontam para a vinda do verdadeiro, do original. A existência do tipo é semelhante a uma profecia que descreve um evento futuro.

Moisés traz sobre si a figura de um mediador, aquele que recebia as orientações de Deus e as retransmitia ao povo, bem como tinha a responsabilidade de colher do povo as suas necessidades e apresentá-las diante do mesmo Deus.

Em uma determinada ocasião, quando Moisés intercedia pelo povo diante do Eterno Deus, sentiu o peso da sua responsabilidade e reconheceu que não podia realizar aquela obra sozinho, pois era grande demais para ele.

Ele preferiu a morte e desejou que o SENHOR o matasse se decidisse enviá-lo sozinho para tal missão, com tamanha responsabilidade. Moisés sabia que não podia fazer nada de si mesmo, mas precisava da força de Deus e da cooperação dos homens.

O Deus onisciente já sabia disso, mas aguardou Moisés compreender isso e fazer tal pedido. O Altíssimo mandou escolher setenta anciãos entre o povo e pegou do espírito que havia em Moisés, distribuindo-o entre eles, criando um exército de setenta cooperadores qualificados.

Devido a esse pedido, Moisés foi impedido de entrar na Terra Prometida, Canaã, e adormeceu no SENHOR, em cima de um monte, o Monte de Deus.

Essa é a informação histórica que todos que lerem a Bíblia compreenderão isso, mas a mensagem tipológica e espiritual por trás dessa figura de linguagem coloca Jesus Cristo na cena principal, como antítipo.

Jesus também reconheceu que não podia fazer nada sozinho (Jo 5.19 e 30), chegando até a pedir que o Pai passasse dele "aquele cálice", referindo-Se à obra de humilhação, vergonha e dor que teria que enfrentar até o Calvário (Mt 26.39; Lc 22.42 e Mc 14.36).

Deus, o Pai, também pegou do espírito de Cristo e compartilhou com os homens santos que O ajudariam na obra da pregação do evangelho do reino (Gl 4.6 e At 2.33), semelhantemente ao que fez com Moisés.

Todavia, não há nada tão magnífico e significativo quanto ao tipo da morte de Moisés, sendo impedido de entrar na terra prometida. O Filho de Deus também precisou morrer e ser impedido de entrar no reino eterno de Deus. Ele precisou Se esvaziar de Sua divindade para se tornar um de nós (Fp 2.5-7).

Jesus, assim como Moisés, morreu, mas foi ressuscitado e exaltado sobre as alturas do céu, para o "Monte de Deus", para estar ao Seu lado, à Sua destra, até o dia da redenção final, quando receberá do Pai o reino eterno sobre os homens.

Quem vai entrar nesse reino eterno não é o Filho Divino, que deixou de existir para sempre, mas o Filho do homem. Esse reinará para sempre, como o Cordeiro de Deus que apascenta Suas ovelhas.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.