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Devocional

A Graça Repartida

Por Fábio Amaro

07 de outubro de 2024

A Graça Repartida

Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo.

Quando se reparte um bolo ou uma pizza com várias pessoas, cada uma delas receberá apenas uma pequena fatia.

Com a graça de Deus é completamente diferente, pois quanto mais ela é compartilhada, mais as pessoas a receberão em abundância, além da medida esperada.

A graça é muito mais que a conceituação dos homens, que assim reza: “É um favor imerecido de Deus para com o homem”.

A graça é uma dádiva que supera os favores, as bondades, as misericórdias e até a justiça na sua forma legal, conforme a letra, podendo ser comparada ao amor.

O braço forte do amor é a graça, pois tudo aquilo que a força do homem não podia conquistar, a inteligência não podia resolver e seus “méritos” não podiam requerer, é unicamente pela graça de Deus que o homem o pode experimentar.

A graça de Deus está tão elevada acima das virtudes e dos dons, que o ser humano só pode ser salvo por ela, depois de passar pela ponte da fé.

A graça não é nos dada de graça, pois para que ela fosse oferecida a nós, houve um custo muito caro, cujos valores não podem ser confundidos com os preços, mas as coisas espirituais profundas ligadas aos sacrifícios do espírito.

Essa dádiva de Deus, difícil de se definir com palavras humanas, é concedida a todos os seres humanos, sem exceção, sempre com o objetivo de promover transformação por meio do perdão, liberdade e, ao final, salvação.

Todavia, a graça não é concedida como alguém que lança balas e bombons de cima de um trio elétrico para crianças ensandecidas por doces, lá em baixo.

A graça é muito valiosa para ser lançada em abundância, sem nenhum critério, para pessoas que se comportam como porcos diante de valiosas pérolas.

É Cristo, o ungido de Deus, quem recebeu a autoridade para repartir com cada um dos seres humanos, a “quantidade” necessária para que a perfeita obra de Deus se concretize na vida do homem, transformando os corações que aceitam a porção de graça dada por Jesus.

Vemos aqui o perfeito princípio da isonomia (igualdade), quando o Senhor trata os desiguais com a justa desigualdade, pois quem está mais fraco precisa de mais nutrientes e quem já está bem nutrido, basta manter-se assim, perseverantemente.

As porções da graça são concedidas aos espíritos (mentes) dos homens pelo espírito de Cristo, fazendo-os crescer:

“Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.” (2Pd 3.18)

De porção em porção, o Senhor quer nos fazer semelhantes a Jesus Cristo, até atingirmos a sua estatura de homem perfeito:

“Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo,” (Ef 4.13).

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.