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Devocional

A Lei É Para A Morte?

Por Fábio Amaro

11 de novembro de 2024

A Lei É Para A Morte?

Logo o bom tornou-se morte para mim? De modo nenhum; mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte pelo bem; para que pelo mandamento o pecado se fizesse excessivamente maligno.

Para muitas pessoas a lei é um empecilho, um estraga prazer e que limita a liberdade plena do ser humano.

A maioria dessas pessoas enxerga a lei como algo ruim, pois vê nela uma face impeditiva, e tudo aquilo que "impede" o homem de ir e vir não é bom.

Obviamente, são visões equivocadas e conceitos apressados, fruto da ignorância extrema. A lei não impede ninguém; se impedisse, não haveria crimes e abusos dos mais diversos e estranhos, até mesmo aos olhos daqueles que não gostam das leis.

As pessoas que são adeptas da ideologia da anarquia e da libertinagem, "do tudo pode" e "nada pode ser de cunho impeditivo", certamente reclamarão de uma lei rígida quando alguém lhes causar algum prejuízo ou lhes oferecer ameaça.

Essas ideologias não são apenas "mundanas", mas há uma grande fatia dos que professam a fé cristã que defendem uma graça barata, que não entendem o papel da lei de Deus e nem a linguagem do apóstolo Paulo, que defendem a anulação da lei ou de alguns mandamentos que não aprovam segundo seus próprios juízos.

Paulo deixa claríssimo que a lei é santa e os mandamentos que a compõem também são santos, obviamente.

Ora, se a lei é santa, santifica aqueles que a obedecem e aqueles que a desobedecem jamais serão santificados. No reino de Deus só entram os santos, e para serem santificados precisam obedecer à lei, do contrário, serão condenados.

Não é porque a lei não tem o poder de justificar ou salvar alguém que deva ser pisada. O papel da lei não é salvar, mas, como um mestre, ensinar as pessoas a não saírem do caminho certo, deixando de ser santas e perdendo a salvação.

Sabemos que a graça salva o homem para a obediência, mas não salva o homem que conhece a verdade e permanece na desobediência. O doador da graça disse: "Vá e não peques mais" (Jo 8.11), e também disse: "Se me amais, guardareis os meus mandamentos." (Jo 14.15).

Por que, então, existem professos crentes que pregam que a lei é para a morte? Certamente não leram corretamente a afirmativa de Paulo. 

Paulo afirma, referindo-se ao seu tempo de cegueira, que quando perseguia a Cristo, achava que a lei (Torah) era para a morte, pois os sacerdotes viviam de mortes, oferecendo sacrifícios no templo. Mas ao conhecer Jesus, percebeu que a lei é para a vida, pois ela conduz à fé e à compreensão da graça.

Sem a lei, a graça é desfigurada, deturpada e se torna algo barato. A lei é a grande tutora ou o grande mestre que nos leva a Cristo (Gl 3.24). Sem a lei, jamais conheceríamos o Jesus Cristo obediente a Deus.

A lei santa, justa e boa, dada por Deus, é para a morte? Paulo responde com um didático, perfeito e claríssimo NÃO: "De maneira nenhuma". Para Paulo e qualquer pessoa de bom senso, o papel da lei é mostrar o erro, para que não pequemos. Quem ignora a lei é cego e viverá para pisar a lei, sendo um pecador que rejeita a graça.

A lei obedecida promove nos homens espirituais que têm e terão discernimento, três virtudes: santidade, justiça e bondade. Assim está escrito de forma direta, e contra isso nenhuma dedução humana ou retórica tradicional vinda dos púlpitos populistas jamais poderá contradizer.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.