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Devocional

A Minha Testemunho

Por Fábio Amaro

30 de julho de 2024

A Minha Testemunho

Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho, me é testemunha de como incessantemente faço menção de vós.

Uma testemunha é uma pessoa que presenciou um fato, que assistiu a um acontecimento, a fim de atestar a sua veracidade ou validade legal, para fins de julgamento, no âmbito jurídico.

Paulo começa a sua carta dirigida aos cristãos romanos: "A todos os que em Roma são amados de Deus e chamados para serem santos" (Rm 1.7), apresentando-lhes a pessoa de Deus, o Pai, como sua testemunha, como prova de que ele os mencionava em suas orações.

Paulo não apela a qualquer testemunha, mas Àquele que é onipresente e onisciente, que está em todos os lugares e vê todas as coisas, mas sobretudo, é capaz de entender os verdadeiros sentimentos das pessoas. Deus sabia que Paulo mencionava seus irmãos por amor.

"Eu, o Senhor, esquadrinho o coração e provo os rins; e isto para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações." (Je 17.10).

Paulo era um homem de oração, não apenas um grande conhecedor das doutrinas bíblicas, como eram a maioria dos religiosos judeus presos à letra morta. Além de conhecer a verdade, conhecia a Jesus e a Deus, e por isso orava incessantemente por seus irmãos em Roma. Aquele que disse: "Orai sem cessar" (1Ts 5.17), dava o exemplo.

Ao invocar Deus como sua testemunha, Paulo estava transcendendo as coisas físicas dos homens e elevando as coisas para o âmbito do espírito. É por isso que ele afirmou: "A quem sirvo em meu espírito" (Rm 1.9).

A verdadeira obra de Deus é realizada no âmbito espiritual. As obras religiosas, no âmbito físico, ao alcance dos olhos dos homens, mesmo que sejam de beneficência social, podem ser realizadas com interesses escusos e perversos, visando lucros e cobiças pessoais, mas no âmbito espiritual ninguém pode mentir para Deus.

O ser humano não tem como saber quem é verdadeiramente fiel, sincero e santo. Todos os julgamentos que as pessoas fazem sobre outras, julgando pelas aparências, podem estar completamente erradas.

Quantos religiosos começam um projeto social, cujo objetivo é ajudar o povo carente com comida ou educação, mas depois de um tempo se percebe que o mesmo estava usando aquilo para se beneficiar como candidato a um cargo político? 

O próprio Senhor Jesus estimula os Seus discípulos a realizarem as suas obras, sempre com intenção de elevar as suas ações para o âmbito do espírito, distante das vistas dos homens, que são acostumados a louvar os seus semelhantes.

"Mas quando você der esmola, que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita, de forma que você preste a sua ajuda em segredo. E seu Pai, que vê o que é feito em segredo, o recompensará". (Mt 6.3-4).

Paulo fazia suas orações em segredo, mas ao revelar isso em sua carta, não estava fazendo isso com intenção de ser exaltado, mas estimulando a igreja a fazer o mesmo, uns pelos outros, e dando testemunho do seu verdadeiro amor pelos irmãos em Roma.

A prova disso é que Paulo não entra em detalhe do que dizia, pedindo em prol de cada um a quem ele conhecia e amava. Paulo não faz proselitismo, mas dá exemplo de uma religião pura e agradável a Deus.

Façamos o mesmo, em espirito e em verdade!

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.