E vós, senhores, fazei o mesmo para com eles, deixando as ameaças, sabendo também que o Senhor deles e vosso está no céu, e que para com ele não há acepção de pessoas.
Vivemos em uma sociedade moderna que se moderniza cada vez mais, sendo quase impossível para o ímpeto humano nessa rota de crescimento que ele chama de progresso.
A base desse desenvolvimento são as informações que produzem conhecimento, evolução tecnológica e tudo mais que depende dela para modificar o cenário atual e criar novas tendências.
Com a informação chegando às massas, é natural que as lutas de classes sociais por direitos crescessem, motivadas pelo conhecimento que antes não possuíam.
No Brasil, muito antes da chegada da internet ou de uma educação de boa qualidade, a dignidade da pessoa humana foi lembrada na criação da Carta Magna que regeria os direitos fundamentais da nação a partir de 1988.
O artigo 1º, inciso III, da Constituição Federal estabelece que a República Federativa do Brasil tem como um de seus fundamentos a dignidade da pessoa humana. Esse princípio é essencial para garantir os direitos fundamentais e orientar a interpretação das normas jurídicas no país, muito embora que para muitos brasileiros essa dignidade ainda seja apenas uma teoria jurídica.
Na verdade, todas as promessas ou legislações produzidas pelos seres humanos são falhas, pois os mais ricos sempre terão prioridade na fila da dignidade, tornando os mais pobres e necessitados, ainda mais carentes de dignidade com equidade.
Somente da parte de Deus a verdadeira dignidade da pessoa humana é perfeitamente aplicada. ELE não age de forma parcial quando julga o rico e o pobre. Reis e rainhas morreram de forma trágica ou humilhante porque se tornaram perversos e injustos e não receberam privilégios da parte do Altíssimo.
Da mesma forma, o SENHOR escolheu homens simples que viviam vidas completamente anônimas e afastadas das grandes cidades da época, dos centros de influências políticas e sociais, para honrá-los e exaltá-los, sem fazer acepção de pessoas.
O apóstolo Paulo, um homem muito culto e conhecedor do direito, não precisava de advogados para se defender diante de tribunais civilizados; já defendia esse princípio moral que é um belo reflexo do verdadeiro caráter de Deus: tratar as pessoas com dignidade.
Paulo teve a coragem de ensinar como Jesus ensinava, sem temer o poder econômico, político ou religioso. Ele recomenda aos patrões e empregadores, chamados de senhores em sua época, que tratem bem, com dignidade, os seus funcionários, que eram chamados de servos.
Todo cristão verdadeiro que recebeu a responsabilidade de comandar pessoas deve se espelhar em Cristo no modo de tratar as pessoas que lhe são subordinadas.
Jesus, quando foi Senhor dos Seus discípulos, preparando-os para serem apóstolos e para o novo nascimento no espírito, nos deixou todos os exemplos de como tratar as pessoas.
Houve momentos em que precisou exortar, repreender ou perdoar a Pedro, por exemplo, usando um perfeito equilíbrio ao lidar com as emoções e escolhas dos Seus subordinados. Jesus falou firme quando devia e abraçou quando foi necessário. Tudo feito com amor e propósito.
Nada há mais importante neste mundo do que as pessoas. Não foi pelo ouro e pela prata, mas pelas pessoas que Jesus viveu e morreu.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

