Assim diz o Senhor DEUS, que congrega os dispersos de Israel: Ainda congregarei outros para ele, além dos que já se lhe congregaram.
O Altíssimo, no singular, é um ser pessoal único, assim como Jesus Cristo também o é. ELE também nos fez assim, por meio de Cristo, únicos. Em toda a raça humana, desde o princípio até o fim, nunca houve e nem haverá duas pessoas iguais. Assim é a natureza de Deus.
"Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis;" (Rm 1.20)
A falsa ideia de que há TRÊS PESSOAS CO-IGUAIS numa divindade filosófica, criada por mentes humanas, inclinadas a acreditar em fábulas engenhosamente inventadas, é um verdadeiro atentado contra a verdade bíblica.
O Deus único que criou seres únicos, através de Seu Filho único (Unigênito), é um ser que se relaciona com seres pessoas na sua individualidade, cada um distintamente.
Se o relacionamento de Deus com as pessoas fosse na coletividade, no atacado, certamente encontraríamos muitas histórias de personagens bíblicos se repetindo e não teríamos histórias ímpares de fé, como: Noé, Abraão, Isaque, Jacó, José, Moisés, Elias, Sansão, Davi, etc.
Além de não encontrarmos a mesma história para dois personagens diferentes, também não encontramos nas Escrituras Sagradas recomendação como se escreve uma receita de bolo, invariável, mas uma Palavra espiritual que aplica a diversos cenários diferentes com sabedoria e equilíbrio.
Esse Deus, o Pai, ímpar, que se relaciona com cada indivíduo no reservado, ama promover a reunião dos Seus filhos desiguais para lhes ensinar sobre a unanimidade espiritual, mostrando-lhes que ELE tem o único poder que pode os unir, tornando como se fosse uma só pessoa - o Seu espírito santo. (João 17.21-23)
Por esse poder inexplicável, ELE prometeu reunir para unir eternamente os Seus filhos que foram espalhados pelo mundo.
A diáspora (dispersão) do professo povo de Deus pelo mundo foi profetizada por vários profetas: Moisés (Gn 11.8); Davi (Sl 106.27); Jeremias (Jr 13.24 e 18.17); Ezequiel (Ez 22.15); Zacarias (Zc 10.9); Isaías (Is 11.12)… O povo pecou e entrou em apostasia e abandonou o Senhor, seguindo após outros deuses. O Senhor permitiu que os inimigos do Seu professo povo os levasse cativo, para que no cativeiro, o Senhor escolhesse um remanescente para os reagrupar, novamente.
O mesmo Senhor que os espalhou, os ajuntará. Quando o Senhor estava espalhando, quem tentasse ajuntar estaria contra Ele e não seria bem sucedido, mas hoje, Ele está reagrupando o Seu povo em torno de Si, na verdade. “Quem não é comigo, é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha” (Lc 11.23).
Cristo nos ensinou a importância e a beleza do congregar. Nos ensinou que onde houvesse apenas dois ou três reunidos (congregados) em Seu nome, estaria no meio deles (Mt 18.20).
Muitos cristãos nominais passaram a acreditar que congregação é um templo ou uma organização religiosa. Isso fez com que muitas igrejas cobrem para si o título de “igreja verdadeira” e povo exclusivamente escolhido por Deus. Esse é um engano recorrente, visto hoje e em todas as eras.
Deus não congregará um povo dentro de uma instituição, mas ao redor do evangelho eterno – da verdade.
Serão congregados em Cristo e não nas instituições (Ef 1.10). Mesmo estando espalhados por todo o mundo, serão reunidos debaixo da mesma fé. O verdadeiro povo de Deus sempre existiu, e a esse povo o Senhor os reagrupará em torno da verdade.
Peçamos a Deus que nos conduza a essa congregação invisível, mas real e verdadeira, em Cristo.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

