Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser.
Ninguém explorou mais a dicotomia carne versus espírito do que o apóstolo Paulo.
Para ele, os dois lados do grande conflito é a carne contra o espírito e ocorre dentro de cada indivíduo e não numa dimensão paralela e distante do homem.
Isso faz com que todos os homens, sem qualquer exceção, estejam envolvidos nessa guerra, onde ninguém pode se omitir ou pedir para sair.
Todos devem guerrear. Quem se acovardar por causa do medo, se renderá automaticamente à carne e será escravizado por ela. Depois de acorrentado e torturado durante a sua vida, por fim, será entregue para experimentar a morte.
O poder da carne luta contra a lei do espírito, da razão, que leva o homem a obediência irrestrita a toda Palavra de Deus, para que possa desfrutar dos prazeres enganosos do mundo sem nenhuma regra ou qualquer impedimento.
O poder do espírito enfrenta uma terrível batalha contra os instintos latentes da carne que domina o homem escravizado desde o seu nascimento, por natureza.
O espírito começa com grande desvantagem, pois tudo favorece a carne. No primeiro momento, amamos tudo o que a carne nos oferece e sentimos antipatia por todas as propostas que vem do espírito, que parece ser um estraga prazer em tudo.
Desde a tenra infância é assim. Os pais estabelecem uma série de regras para os filhos, para o bem deles, mas os filhos dominados pela carne, sem processar a razão, ainda pela falta de experiência, acham todas as ordens dos pais uma chatice.
O filhos nos primeiros anos de vida, não veem as regras como algo bom, mas como algo proibitivo e isso não ajudará na formação dos seus caráteres. Tudo isso por causa da carne que domina o corpo que ainda não é guiado pela razão (espírito).
O espírito do homem existe para se conectar ou testificar com o espírito de Deus, para assumir o controle do corpo carnal, impedindo-o de fazer o que bem quer. E o que o corpo quer é viver sempre na transgressão, em conflito com a lei de Deus.
A carne não tem nenhuma vergonha de se declarar inimiga número um de Deus. Ela testemunha abertamente que não gosta de Deus, pois não respeita os Seus santos mandamentos, mas ama a anarquia e a transgressão.
Mesmo que a carne quisesse se submeter à vontade de Deus, não conseguiria, pois é totalmente comandada pelas forças dos instintos selvagens e animalescos que o pecado implantou em todas as suas células.
Só tem uma solução para resolver todo esse problema de insujeição da carne: é matá-la, assumindo o controle da mente e negando-lhe tudo o que ela deseja que esteja em desarmonia com a santa lei de Deus. Aí é onde a guerra se torna para a vida ou para a morte.
Os que não têm medo da morte, nascerão no mesmo corpo como novas criaturas espirituais, onde o espírito do homem guiado pelo espírito de Cristo, assume o controle da mente, central de comando de todo o corpo. Enfim a vitória sobre o mal.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

