Foram muitas as manifestações sobrenaturais do poder de Deus na vida do povo de Israel.
Se a fé viesse ao coração do homem por meio da visão de milagres e prodígios, não haveria nenhum outro povo tão poderoso na fé quanto o povo de Israel, desde o seu resgate nas terras do Egito até entrarem na terra prometida por Deus.
Felizmente, a fé não vem pela visão em testemunhar milagres, mas por ouvir e acreditar na Palavra de Deus (Rm 10.17).
O povo que tinha visto o Mar Vermelho se abrir para que atravessasse a pé enxuto, agora precisava atravessar o Rio Jordão, pois do outro lado estava Canaã, a terra que manava leite e mel, conforme o SENHOR havia prometido ao Seu povo.
Para quem havia atravessado o mar, transpor um rio era muito mais fácil, mas, para um povo sem fé, a ameaça diante dos seus olhos é muito maior do que a memória dos grandes livramentos, ainda maiores do que o cenário diante de si naquele instante de prova.
O Rio Jordão era o último obstáculo físico para que o povo colocasse a planta do pé nas terras prometidas, mas, tão perto do fim, ainda assim careciam que o SENHOR fizesse mais uma intervenção miraculosa.
O povo estava aguardando os sacerdotes levitas passarem com a Arca da Aliança, para que pudessem segui-la até a margem do Jordão, quando os pés dos sacerdotes tocassem as suas águas, para que o sobrenatural acontecesse.
A correnteza do rio era uma ameaça para todos os que intentassem atravessá-lo a nado, principalmente para idosos, mulheres e crianças. Todavia, o Altíssimo é Aquele que promete que as correntezas das águas não afoguem aqueles que ELE envia:
"Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti." (Is 43.2).
As águas dos mares e das correntezas violentas são símbolos de ameaças contra a vida do povo de Deus. No Apocalipse, as muitas águas dos mares são um símbolo das multidões de povos (Ap 17.15) que estão sendo alienados por Babilônia, a mãe de toda a apostasia e idolatria do mundo.
As águas dos rios, juntas com as do mar, simbolizando pessoas, são alvos dos juízos de Deus através do derramamento das pragas e o toque das trombetas, transformando-as em sangue, simbolizando a morte (Ap 8.8-11 e Ap 16.3-6).
As águas do Jordão eram uma ameaça real à vida do povo hebreu naquela situação. Essas águas corriam para o mar da Arabá ou Mar Salgado, hoje conhecido como o Mar Morto.
Que símbolo ou tipologia perfeita de como ocorrem as coisas neste mundo de pecados. Assim como as muitas águas do rio correm para o Mar Morto, as multidões de pecadores estão vivendo no caminho que leva para a morte.
Assim como as águas estão para afogar o povo de Deus que necessita atravessá-las, para chegar ao outro lado, mudar de vida e se tornar nova criatura espiritual, as multidões deste mundo, por seus hábitos, costumes e desobediência, são uma ameaça real para o povo de Deus.
Entretanto, da mesma forma que o Altíssimo livrou o Seu povo das águas, livrará também o Seu povo da força torrencial das multidões deste mundo.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

