Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu coração; porque pelo teu nome me chamo, ó SENHOR Deus dos Exércitos.
Um corpo enfraquecido pela falta de uma boa e nutritiva alimentação, prejudica o cérebro e as emoções são afetadas, fazendo sumir a alegria e trazendo a tristeza à tona.
Não é sem razão que a hora da refeição é um momento de alegria. Ninguém vê uma pessoa sentada à mesa diante de seu prato favorito com cara de tristeza, mas de grande alegria.
Alimentos saborosos e saudáveis causam essas reações naturais no ser humano. Por isso, Deus, em Sua infinita sabedoria usa a comida como um tipo para a Sua Palavra que promove vida.
A Palavra de Deus é o mais necessário entre os alimentos. Alimentar o espírito é muito mais importante do que alimentar o corpo físico.
O alimento que entra pela boca e vai para o estômago não prepara o homem para a vida eterna e nem mantém o homem satisfeito por muito tempo, pois logo a fome retorna informando que a refeição passada já não foi suficiente.
Já o alimento espiritual nutre para a vida toda. Aquilo que a mente aprendeu e foi colocado em prática é para sempre e prepara o caráter do homem para a vida eterna.
Tanto Moisés como Jesus, retransmitiram as Palavras de Deus ao Seu povo, que dizia: "Não só de pão viverá o homem, mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus." (Dt 8.3 e Mt 4.4).
O profeta Jeremias foi inspirado a escrever usando essa mesma linguagem comparativa. Ele afirma que assim que encontrou as palavras do Senhor, logo as comeu e isso lhe causou uma grande alegria e se tornou motivo de grande jubilo.
Esses sentimentos do profeta são muito superiores a alegria de se sentir satisfeito depois de ter saboreado uma farta e deliciosa refeição, atendendo as necessidades da carne.
Ele fala de sentimentos relacionados ao espírito. Ele foi saciado no espírito, pois é tomado por uma sensação de pertencimento. Ele agora pertencia ao Todo-Poderoso, Senhor dos exércitos, testemunhando que agora se sentia seguro e protegido.
Essa mesma alegria ocorreu com o profeta Ezequiel, que a mando do Senhor é orientado a pegar um livrinho (Palavra de Deus) e comer (Ez 3.3). Ao provar a Palavra de Deus, viu que era tão saborosa quanto o mel, conforme o doce da alegria sentida por Jeremias.
Da mesma forma ocorreu com o apóstolo João, numa visão para o tempo fim descrita no livro do Apocalipse, quando recebeu a ordem de comer o livrinho, percebeu que era doce como o mel na sua boca (Ap 10.10).
O mel é um alimento perfeito para fazer uma analogia com a Palavra de Deus. Ele possui propriedades digestivas, antissépticas, cicatrizantes, diuréticas, sedativas, febrífugas e energéticas. Fortifica os músculos e aumenta a resistência. É indicado no regime de úlcera gástrica e problemas digestivos.
Além de tudo, o mel tem um longo prazo de validade, criando um mito de que o mel não se estraga.
A Palavra de Deus é um alimento espiritual mais doce do que o mel, porque traz sentido à vida e fortalece o homem para as maiores batalhas, dando-lhe forças para perseverar e para resistir as investidas do inimigo.
Esse alimento é gratuito e abundante, servido pelo Filho de Deus diretamente em nossa casa (mente), basta que o aceitemos e Ele virá cear conosco. (Ap 3.20)
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

