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Devocional

Aprendendo Com O Pai

Por Fábio Amaro

17 de janeiro de 2025

Aprendendo Com O Pai

Na verdade, na verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma... porque tudo quanto ele faz, o Filho o faz igualmente.

Os fariseus, cheios de ódio pela pessoa de Jesus Cristo, pois não conseguiam dobrá-Lo aos interesses institucionais da sua religião e dos seus líderes corruptos, perseguiam Jesus.

Abriram as suas bocas e afirmaram que iam apedrejar Jesus por dois crimes ou pecados que Ele havia cometido:

1. Porque Ele estava transgredindo o santo Sábado (Jo 5.18);
2. Porque Ele estava se igualando a Deus, como um segundo Deus, igual ao Pai (Jo 5.18).

A resposta de Jesus é exclusivamente focada na questão de ser Ele igual ao Pai ou não, em ser um segundo Deus ou não, pois nenhuma importância Ele dá à infundada acusação sobre a quebra do quarto mandamento da lei de Deus. 

Algo muito mais perigoso e relevante estava sendo levantado pelos religiosos cegos e maldosos que conheciam a justiça de Deus, o Pai, e nem respeitavam os Seus mandamentos, inclusive aquele que mandava amar ao próximo como a si mesmo, pois queriam a morte de Jesus.

Jesus não disse: "Eu sou Deus", mas disse: "Deus só há um, o Pai.", como Ele mesmo vai ensinar em seguida (Jo 5.44) e mais tarde (Jo 17.3).

"Eu não aceito glória dos homens, [...] Como vocês podem crer, se aceitam glória uns dos outros, mas não procuram a glória que vem do Deus único?" (Jo 5.44).

"E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste." (Jo 17.3).

Jesus responde de uma forma ainda mais contundente e profunda: "Eu, o Filho, não posso fazer NADA de mim mesmo".

Ora, se o próprio Jesus ensinava que Deus pode tudo, pois é o Deus do impossível: "Jesus olhou para eles e respondeu: 'Para o homem é impossível, mas para Deus não; todas as coisas são possíveis para Deus.'" (Mc 10.27), como Ele poderia ser Deus se não podia fazer NADA sozinho?

Todavia, em plena era da informação, ainda há teólogos desonestos intelectualmente e religiosos cegados pelos ensinos tradicionais de suas igrejas que se posicionam ao lado dos acusadores de Jesus, os fariseus, para afirmarem que Jesus era igual ao Pai, usando o texto de João 5.18.

Jesus disse: "Eu sou o Filho de Deus" (Jo 10.36). Entretanto, os fariseus querendo Lhe fazer mal, entenderam tudo, mas interpretaram como quiseram e mudaram a fala de Cristo para: "Eu sou igual a Deus", mesmo vendo que Jesus era um ser humano com todas as necessidades deles, senão não o conseguiriam matar, pois um Deus não morre.

Eles mesmos haviam afirmado: "Não é este o filho do carpinteiro? O nome de sua mãe não é Maria, e não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?" (Mt 13.55). Eles sabiam que Jesus era um homem de Nazaré, um ser humano, mas foram desonestos por causa dos seus interesses mesquinhos pelo poder.

Jesus, se fosse um Deus igual ao Pai, por obrigação, por dever da verdade e da justiça, deveria cobrar a Sua honra e glória imediatamente, mas, ao invés disso, foi humilde para reconhecer Sua total dependência do Pai. 

Jesus afirmou, dizendo sempre a verdade, que só faz aquilo que o Pai Lhe ensina, Lhe mostra; Ele aprende e faz igual ao que Deus Lhe ensinou (Jo 5.19-20).

Jesus julgará os homens, porque o Pai Lhe deu autoridade para isso e Lhe ensina como faz (Jo 5.22,27 e 30); Jesus dará a vida eterna aos homens, porque o Pai Lhe deu essa autoridade (Jo 5.26). Esse é o belo e fiel contexto da mensagem de Jesus aos religiosos de antigamente.

Os religiosos de hoje, que aprenderam segundo a reza da igreja medieval, em plenas trevas, deveriam aprender direto com o texto óbvio da Bíblia, para não incorrer nos mesmos erros dos cegos fariseus do passado.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.