Porque o SENHOR teu Deus te abençoará, como te tem dito; e emprestarás a muitas nações, porém tu não tomarás emprestado; e dominarás sobre muitas nações, porém elas não dominarão sobre ti.
Ser abençoado é o desejo de todo o religioso que professa fé em Deus, por exemplo.
O conceito de bênção dentro do cristianismo vem sofrendo "adaptações", devido à influência cultural muito forte dentro das instituições signatárias.
Para as igrejas que assimilaram o pensamento "progressista", adeptas da teologia da prosperidade e das teorias da autoajuda (uma coisa leva a outra), bênção é prosperidade financeira e sucesso na vida profissional, por exemplo. Esse é o foco da maioria dos pregadores e da maioria dos membros doutrinados.
Para estes, a riqueza só é concedida por Deus, àqueles que estão cem por cento (100%) fechados com a instituição à qual pertencem e mantêm uma fidelidade "canina" para com o seu líder religioso, seu ungido, que não pode ser questionado ou cobrado.
Nesses casos, a bênção está condicionada a fidelidade à instituição religiosa e sua liderança, e não a Deus e a Cristo.
Mas, o que as Escrituras Sagradas ensinam sobre a benção de Deus?
O verso de hoje, foco de nossa reflexão, se encontra em Deuteronômio 15.6, onde o Altíssimo promete abençoar o Seu povo que escolheu e resgatou da opressão dos dominadores do mundo para a Sua perfeita liberdade.
Esse verso tem um contexto, onde são preceituadas condições para que o povo ou o indivíduo dentre o povo possa ser contemplado com essa bênçãos.
Primeira condição:
"Assim, não deverá haver pobre algum no meio de vocês, pois na terra que o Senhor, o seu Deus, lhes está dando como herança para que dela tomem posse, ele os abençoará ricamente, contanto que obedeçam em tudo ao Senhor, ao seu Deus, e colocarem em prática toda esta lei que hoje lhes estou dando." (Dt 15.4-5)
Os dois versos anteriores expõem claramente a primeira condição para receber a bênção do Altíssimo: Obedecer a Deus em tudo, observando toda a Sua lei, os Seus mandamentos. Sem obediência à lei de Deus, não haveria prosperidade material, saúde e bem-estar.
Segunda condição:
"Ao contrário, tenham mão aberta e emprestem-lhe liberalmente o que ele precisar. [...] Dê-lhe generosamente, e sem relutância no coração; pois, por isso, o Senhor, o seu Deus, o abençoará em todo o seu trabalho e em tudo o que você fizer." (Dt 15.8 e 10).
Os versos posteriores também expõem a segunda condição, que é amar ao próximo como a si mesmo, sendo caridoso e ajudando os seus irmãos pobres em todas as suas necessidades. Quanto mais ajudar, mais o Todo-Poderoso derramaria Suas bênçãos sobre o homem obediente.
Desta forma, o povo no Antigo Testamento, da velha aliança, seria próspero em saúde, sabedoria e em bens materiais, ao ponto de nunca pedir nada emprestado, pois seriam fartos das riquezas materiais.
Semelhantemente, o povo da nova aliança, que guarda a lei espiritual de Deus, obedecendo a todos os Seus mandamentos espirituais, seria abençoado com a Sua maior riqueza, o discernimento espiritual, sendo generoso ao ensinar a Sua Palavra e não pedindo emprestado a nenhum filósofo a sua riqueza de conhecimento.
Em suma, existe uma condição para receber a bênção, que são os tesouros do Pai: ser fiel a ELE, em Cristo, nosso exemplo.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

