Eis que mandarei muitos pescadores, diz o SENHOR, os quais os pescarão; e depois enviarei muitos caçadores, os quais os caçarão sobre todo monte, e sobre todo outeiro, e até nas fendas das rochas.
O Senhor Jesus iniciou o chamamento dos Seus discípulos às margens do mar da Galiléia, convocando quatro homens pescadores: Pedro, Tiago, João e André.
O resumo do seu chamado solene foi: "A partir de agora vocês serão pescadores de homens." (Mt 4.19). Jesus acabara de criar um tipo espiritual na profissão de pescador.
Esse cenário continuou sendo utilizado nas revelações proféticas. No livro do Apocalipse, o mar, maior reservatório de peixes do planeta, é chamado de povos, multidões e nações (Ap 17.15), e de Babilônia (Ap 18.4), de onde os pescadores deveriam retirar os enganados (peixes) pelo sistema da Besta e pela Prostituta que engana.
Mas essa linguagem não é exclusiva do último livro da Bíblia. Antes dele ser escrito, como todos os símbolos que nele contém, já havia sido dada nas páginas das Escrituras Sagradas, anteriormente.
Ao profeta Isaías, por volta de seiscentos anos antes de Pedro, Tiago e João, o Eterno de Deus já havia prometido que enviaria pescadores para retirar do confuso mar de Babilônia os Seus escolhidos para a justificação e salvação.
Se pescadores estão para o contexto de servos de Cristo, que cooperam para a salvação de pessoas, o texto de Isaías (49.1) também menciona outra atividade, a de caçador.
Os caçadores são figuras mais agressivas do que os pescadores, talvez pelo tipo de morte mais violenta de se ver. Todavia, as duas atividades nos transmitem uma mensagem de esforço da parte do Todo-Poderoso para buscar os Seus em toda parte, em mar e terra.
Ao enviar os Seus caçadores, os envia por toda parte, em cima das montanhas ou nas profundezas dos vales, nos desertos e nas entranhas do lugar ermo ou no meio da mais densa floresta, até mesmo nas cavernas e buracos debaixo da terra.
Em toda parte, no centro de Babilônia ou nas pradarias, os trabalhadores capacitados e qualificados pelo Senhor Jesus, com dons de pesca e caça, buscarão todos os escolhidos do Eterno Deus e não haverá quem não seja alcançado pela Sua mão salvadora.
Todos serão mortos, tanto os peixes dos mares quanto os animais em terra. Os salvos morrerão para renascerem como novas criaturas espirituais em Cristo Jesus. Caçados ou pescados, todos os escolhidos receberão nova vida.
Os ímpios, por sua vez, caçados e pescados, também experimentarão a morte, mas essa é diferente. A morte eterna será a recompensa dos ímpios que mesmo sendo encontrados pelos servos do Eterno Deus, recusaram a graça.
O grande objetivo do Deus de amor é salvar o homem para a vida eterna, mas a escolha de cada um pela morte eterna será respeitada pelo Juiz justo.
Ao sermos encontrados pelos enviados do Altíssimo, rendamo-nos à Sua salvação ao invés de empreendermos fuga. Fugir de Deus é fugir da vida diretamente para os braços da morte.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

