Dá-me ouvidos, ó Jacó, e tu, Israel, a quem chamei; eu sou o mesmo, eu sou o primeiro, e também sou o último.
São muitos os textos bíblicos que fazem clara distinção entre a pessoa de Jacó e Israel. Como assim? Não são a mesma pessoa?
Quando falamos do ser pessoal, sim, a mesma pessoa, mas a mensagem espiritual claramente distingue esses dois nomes, como se fossem duas pessoas completamente diferentes.
A maioria dos estudantes superficiais da Bíblia não conseguem perceber essa sutil diferença entre os nomes de Jacó e Israel, pois a maioria desses estudantes enxergam a Bíblia com os olhos dos seus instrutores institucionais, comentário bíblico de sua igreja e conceitos filosóficos da Idade Média, sem a coragem de examinar por si só, vendo o óbvio sentido da mensagem.
Se não houvesse nenhuma diferença significativa, o Senhor não teria mudado o nome da pessoa de Jacó para Israel. Deus mudou, porque quer nos transmitir uma mensagem espiritual.
Jacó representa o homem carnal, a velha criatura, mas Israel representa a nova criatura, espiritual, nascida do mesmo corpo, para obedecer a Deus em espírito.
Portanto, os pseudos teólogos presos à letra morta, que ao ler o nome Israel, enxergam um país, são cegos espirituais e estão cometendo o mesmo erro dos fariseus de antigamente.
É um erro gravíssimo, tanto dos teólogos judeus quanto dos cristãos, todas as vezes que leem a palavra Israel nos livros proféticos de Isaías, Jeremias e dos demais profetas, afirmam que a mensagem está se referindo a etnia ou país de Israel, localizado no Oriente Médio, desde sempre.
Não!!! Se a mensagem bíblica quisesse enfatizar a etnia, povo ou nação israelita, traria o termo Jacó, filhos de Jacó ou nação de Jacó. Filhos de Jacó é uma clara menção à etnia, mas os filhos de Israel é uma referência aos filhos espirituais, compreendendo tanto judeus quanto gentios.
Basta que estudemos com espírito de discernimento a vida da pessoa do filho mais novo de Isaque, escolhido para ser o da promessa, e concluiremos a beleza da mensagem espiritual e do plano de Deus para a salvação do homem.
O Jacó que mentiu para o pai e fugiu com medo do irmão, andando por terras estranhas, se transforma ao atravessar o vau de Jaboque (Gn 32.22) e entra numa verdadeira luta espiritual com o Anjo do Senhor, um Elohim.
Naquela ocasião, o velho homem Jacó morre e nasce uma nova criatura espiritual que o Senhor o chamou de Israel, pois havia lutado com Elohim e não havia desistido, mas persistido a noite inteira, resistindo até o nascer do dia.
O óbvio sentido da mensagem contida no livro do profeta Isaías (48.12) é fácil de ser entendida, pois é usada uma partícula adicional entres os nomes Jacó e Israel. Essa partícula aditiva distingue as duas pessoas:
"Dá-me ouvidos, ó Jacó, E TU, ó Israel, a quem chamei; eu sou o mesmo, eu o primeiro, eu também o último.".
Jacó, o povo carnal deveria dar ouvidos ao Senhor, mas não ouviram a Jesus, quando veio à terra dos israelitas. Todavia, o Israel espiritual, a quem Cristo chamou, deu ouvidos, vindo de todas as direções: Um centurião romano; uma mulher cananéia; um leproso estrangeiro e tantos outros cheios de fé, que nem entre os filhos da carne de Jacó, nas terras de Israel, era possível encontrar tanta fé.
Sejamos filhos da fé e não da descendência da religiosidade, da tradição e dos costumes dos homens.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

