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Devocional

Castelo Sobre Areia

Por Fábio Amaro

28 de abril de 2025

Castelo Sobre Areia

Portanto, visto que pisais o pobre e dele exigis tributo de trigo, edificastes casas de pedras lavradas, mas não habitareis nelas; plantastes vinhas desejáveis, mas não bebereis do seu vinho.

Os líderes religiosos da nação composta pelos filhos de Jacó, denominadas as doze tribos de Israel, se tornaram em graves problemas para todo o povo.

Eles deveriam ser exemplos a serem imitados, mas se desviaram do caminho e conduziram a maioria dos filhos de Israel ao pecado (Ml 2.7-8).

Eles haviam recebido grande unção e, com ela, grandes responsabilidades, mas escolheram viver como a maioria do povo que não havia recebido os dons que lhes foram dados. 

Nos dias atuais, essa cena se repete, confirmando o princípio profético de Eclesiastes 1.9 e 3.15: o que ocorreu no passado tornará a acontecer no presente e no futuro, pois não existe nada de novo debaixo do nosso sol, mudando apenas os personagens.

Em nossos dias, não temos um povo de Deus como uma nação distinta, como era no passado, separada em uma determinada localização geográfica, mas uma igreja espiritual e invisível, espalhada por todo o mundo.

Não temos uma nação, mas temos a sistematização da religião, com suas instituições formadas e comandadas por seus líderes religiosos, repetindo os mesmos pecados do passado.

A maioria dos líderes religiosos (sacerdotes) do sofrido povo de Israel, salvo alguns pouquíssimos homens consagrados e escanteados pela maioria, se corromperam ao amar os prazeres do mundo, em especial a Mamom, o dinheiro, conforme foi denunciado pelo próprio Cristo (Mt 6.24 e Lc 16.13).

Jesus estava apenas "refrescando a memória" dos líderes que conheciam muito bem as Escrituras Sagradas, dadas por Deus através de Seus servos, os profetas, como Amós, enviado com uma mensagem especial para os sacerdotes, os líderes religiosos, a quem chama de "vacas de Basã" (Am 4.1), por estarem gordos por explorarem os pobres, devido a sua ganância incontrolável pelo dinheiro.

Amós não trouxe apenas duras repreensões a esses líderes, mas sentenças sobre os seus pecados, como justa consequência de suas maldades. Eles estavam "pisando os pobres" ao exigir deles pesados tributos de trigo, quando os mesmos não tinham o suficiente para comer. Há alguma semelhança com o que vemos hoje?

Esses líderes perversos que praticavam o enriquecimento ilícito, transgredindo a santa lei espiritual de Deus, deixando de amar ao próximo e pensando apenas no seu próprio bem-estar e na comodidade da sua carne.

A prova de sua transgressão era notória; o próprio SENHOR estava denunciando-os perante o povo, que tinha dificuldade de entender as coisas, assim como as pessoas religiosas de hoje, revelando onde estava sendo empregado todo o dinheiro da exploração humana.

Eles estavam construindo ricas casas (mansões) de pedras lavradas e adquirindo vinhas com as suas riquezas, que eram frutos de subornos e da corrupção religiosa, quando lhes foi determinado pelo SENHOR que eles, os levitas, não podiam constituir herança entre o povo de Israel (Dt 18.1-2; Nm 18.20-21 e Js 13.14).

Esses líderes até desfrutaram, por um tempo, dessas posses materiais, mas foram surpreendidos pelos juízos do Altíssimo, que enviou contra eles os reis da Assíria, Babilônia e outros que os escravizaram, fazendo com que perdessem tudo o que construíram com desonestidade e ganância, priorizando o dinheiro em vez da fé.

No tempo presente, há muitos desses líderes religiosos que estão formando escola para novos líderes que já nascem para a vida eclesiástica institucional, pensando em ganhar dinheiro e fazer carreira profissional no âmbito que deveria ser espiritual. Eles não deixarão uma boa herança para os seus filhos, apenas dinheiro e maldade.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.