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Devocional

Conhecedor Ou Rude?

Por Fábio Amaro

22 de setembro de 2024

Conhecedor Ou Rude?

Mas agora, conhecendo a Deus, ou antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir?

O conhecimento é a mais preciosa entre todas as riquezas que há neste mundo abarrotado de informações sobre quase tudo, mas quase tudo está no âmbito das teorias.

Os conhecimentos acadêmicos, muito necessário à vida profissional e para as relações na vida social civilizada, são muito importantes, mas são apenas para essa vida passageira e temporal, enquanto o conhecimento espiritual sobre Deus, é o mais necessário e vital.

O conhecimento das pessoas de Deus e de Cristo é a grande descoberta sobre a vida eterna, é a maior necessidade do homem (Jo 17.3), pois somente essa verdade pode libertar a humanidade da pior das prisões (Jo 8.32).

Para muitos pseudos teólogos, o conhecimento de Deus é impossível de ser atingido, mas todos os apóstolos de Cristo, homens inspirados de verdade, nos garante que o conhecimento de Deus é possível ao ser humano.

O apóstolo Paulo estimula os crentes em Cristo a buscarem pelo conhecimento de Deus (Cl 2.2-3), como quem procura um tesouro escondido, assim como aprendeu com Cristo que ensinou sobre o tesouro no campo, a pérola de grande preço e a dracma perdida.

Paulo escrevendo aos irmãos da Galácia, afirma que eles conheciam a Deus, porque antes Deus já tinha conhecido a eles como filhos espirituais. Esse conhecimento espiritual de Deus era tão precioso para a verdade e salvação, que o apóstolo dos gentios os adverte:

"Não retornem aos antigos rudimentos da sua antiga religião judaica, pois são fracos e pobres". (Gl 4.9)

Que práticas rudimentares o apóstolo Paulo quer apresentar aos cristãos da Nova Aliança, fazendo com que eles não retornem a essas antigas práticas tipológicas que haviam se cumprido em Cristo Jesus?

1. A circuncisão da carne. Paulo ensina que a mais necessária das circuncisões deveria ocorrer no espírito (Rm 2.29 e Fp 3.3);

2. Festas religiosas típicas, como: Páscoa, pentecostes, tabernáculo, cabanas, etc., pois apontavam para Cristo. Como comemorar a páscoa, onde a recomendação da lei judaica mandava comer um cordeiro que apontava para Cristo? Continuar comendo esse cordeiro era não reconhecer o verdadeiro Cordeiro que já havia vindo. (Cl 2.16-17);

3. Sábados ou feriados. Há o Shabbat que é o sétimo dia da semana, diferente dos feriados religiosos que caíam em outros dias da semana, que também eram chamados de sábados, dia de descanso, pois o povo parava os seus trabalhos e festejavam ao Senhor com cerimônias e sacrifícios no templo (Cl 2.16-17).

Paulo faz essa exortação, porque a maioria dos cristãos sob sua influência e dos demais apóstolos, eram egressos das fileiras do judaísmo, sendo que a maioria destes eram vistos como líderes na fé de Cristo.

Parece que esses judeus que haviam se tornado cristãos, estavam saudosos dos ritos e pompas da sua antiga religião, mas Paulo não perde tempo e nem poupa palavras para admoestar e exortar esses que tinham mais espíritos inclinados à religiosidade do que para a fé.

Voltar aos antigos rudimentos é voltar as antigas práticas religiosas e desprezar a verdade em Cristo. Isso acontecia, porque a igreja cristã era pobre e perseguida, mas a religião judaica era rica, tinha um templo magnífico, tinha sacerdotes ricamente bem vestidos e cerimônias religiosas impactantes e muito amavam mais essa coisa de se ver com os olhos.

Muitos religiosos de hoje agem como esses pseudos cristãos de antigamente. Para eles, em especial, é uma necessária exortação.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.