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Devocional

Crer E Confessar

Por Fábio Amaro

22 de outubro de 2024

Crer E Confessar

Visto que com o coração se crê para justiça, e com a boca se faz confissão para salvação.

O mundo de hoje que possui uma sociedade modernizada com excesso de informações e que desfruta de uma infinidade de recursos tecnológicos, criados para facilitar a vida do homem, passou a viver em prol dessas coisas.

Uma dessas "comodidades ou facilidades" é a mídia fácil que está disponível através da internet. O midiatismo que vem sendo implantado na mente das pessoas já se incorporou a cultura desse mundo novo.

Nessa nova cultura midiática, se expressar por meio da voz, da fala, tornou-se mais importante e impactante que as ações por exemplo. 

Até quando as pessoas fazem uma ação de caridade, sentem a necessidade de gravar um vídeo ou um áudio para as redes sociais, para explicar o que aconteceu naquela ação. 

Estamos nos tornando tão dependentes das declarações orais, que estamos perdendo a sensibilidade de entender as ações que vem de um espírito bondoso. 

A boca se tornou mais importante que o coração?

Quando as palavras se tornam mais importantes que as ações, o ambiente está sendo preparado para que a verdade dê lugar à hipocrisia, a empatia seja substituída pela indiferença e o amor seja vencido pela ganância.

A boca e as palavras que dela procedem, seus frutos, têm uma importância fundamental para a comunicação entre as pessoas, e para a fé um recurso poderoso para o testemunho fiel e verdadeiro sobre o amor de Deus.

Entretanto, antes da boca e do seu produto, a fala deve vir do coração, a fonte original dos sentimentos e das intenções do homem. As palavras podem ser reformuladas, mas no coração é onde reside a verdadeira índole do indivíduo.

Palavras impactantes, eloquentes e belas podem ser pronunciadas por um professo cristão, mesmo que não sejam verdadeiras e sinceras, apenas com o objetivo de atender os interesses mesquinhos e escusos do palestrante, mas os verdadeiros sentimentos do coração não podem ser mascarados diante de Deus.

É por isso que a fé genuína não nasce na língua, mas na mente do homem, na sua consciência espiritual. É na mente que se crê. É na mente que está o ponto de partida para a fé e para a justificação.

Quando se crë do fundo do coração, com todo o entendimento, as palavras que serão pronunciadas serão um reflexo natural e verdadeiro que brotou do coração e não da língua. A língua nunca poderá ser a fonte original das expressões verdadeiras.

Quando a mente comanda a boca, a língua falará as coisas do espírito, confessando que recebeu a justificação para a salvação.

Quando a boca é mais forte que a mente, contaminando o espírito (Mc 7.18-23) com palavras enganosas que saem das bocas dos homens, não haverá justificação e/ou purificação, mas apenas engano que promovem tristeza e dor.

O Senhor Jesus pode purificar a nossa boca para que dela saia apenas a verdade, mas para isso, Ele precisa antes limpar o nosso coração e transformar o nosso caráter.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.