O meu povo tem sido ovelhas perdidas; os seus pastores as fizeram errar... esqueceram-se do lugar do seu repouso.
Vivemos numa era em que a falta de conhecimento bíblico, pela indisposição dos membros das igrejas em examinar as Escrituras Sagradas por si mesmos, somada ao medo imposto pelas instituições religiosas, tem contribuído para que o povo não se liberte dos jugos dos homens.
Esses membros de igrejas morrem de medo de homens que, por trás de um título de pastor, bispo ou apóstolo, se apresentam como se fossem detentores das bênçãos de Deus e que as pessoas precisam tratá-los bem, pois do contrário, ele pode lançar uma maldição profética sobre o "insubordinado" e acabar com a sua vida.
Esses pastores, como em um conluio, dizem que são "ungidos" do Senhor e, por isso, são intocáveis e, mesmo que sejam ladrões e mentirosos, são oráculos de Deus e ninguém pode apontar os seus equívocos, mesmo que seus erros sejam públicos e patentes à pública repreensão por qualquer um dos membros da igreja de Cristo.
Diante desse cenário de dominação implícita, camuflada ou dissimulada, ou ainda "dominação branca", que não se apresenta agressiva, mas está patente para os que conseguem enxergar com discernimento espiritual, a culpa sempre vai ser do membro e o pastor, a vítima inocente. Mas o que as Escrituras Sagradas nos recomenda à respeito disso tudo?
É recorrente em toda a Escritura Sagrada, inclusive no Novo Testamento, denunciado pelo próprio Cristo, que o povo de Israel sempre foi conduzido à apostasia pelos líderes da nação, quer sejam políticos ou religiosos.
Quando o rei (político) permitia ou trazia os postes ídolos para dentro de Jerusalém ou para as outras cidades dos povos descendentes de Jacó, era com a anuência dos sumos sacerdotes (religiosos) e da cúpula religiosa constituída.
No entanto, o Altíssimo sempre cobrava mais dos líderes religiosos do que dos reis, quando o assunto era o estado espiritual do povo; já os reis, eram cobrados sobre o envolvimento social do povo com outras nações. Tanto os reis como os sacerdotes recebiam uma cópia do livro da lei.
Quanto maior a luz, maior a responsabilidade desses líderes. Muitas vezes, foi o próprio SENHOR quem interveio, por meio do Seu mensageiro, para chamar a atenção do líder e até castigá-lo pelos seus erros.
No livro de Jeremias (50.6), verso de nossa reflexão hoje, há uma profecia universal, atemporal, contra os pastores, os verdadeiros responsáveis pelas ovelhas que se perdem por falta dos seus cuidados, conforme as suas responsabilidades.
O texto é claro ao dizer que as ovelhas se desviaram porque os seus pastores as fizeram errar. A culpa pela ovelha que se perdeu, devido a maus tratos, dominação, injustiça, falta de pregação da verdade e toda espécie de opressão, é do pastor.
Logo, aquele membro de igreja sem nenhuma luz da Bíblia, que fica dizendo que seu pastor é um ungido e intocável, inerrante, acima de todo juízo, porque é o porta-voz de Deus, não passa de um pobre cego e alienado, que nada conhece da Bíblia e do verdadeiro Pastor, Cristo.
Outros professos cristão igrejeiros profissionais ou de costume, embora sabendo de toda essa verdade, continuam bajulando os seus pastores por conveniência, tentando se beneficiar de algum favor ou vantagem que possa vir do seu líder. Esses nunca experimentarão a bênção espiritual de Deus.
O pastor, homem espiritual escolhido por Cristo, pregará Jesus como único Pastor e promoverá a todo custo a Palavra da verdade que liberta e não a que causa dependência dos homens e das igrejas. Esse merece todo o respeito e consideração espiritual por parte dos membros, mas quem não agir assim é mercenário.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

