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Devocional

De Quem É A Culpa?

Por Fábio Amaro

18 de novembro de 2024

De Quem É A Culpa?

E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.

Richard Phillips, um americano condenado à prisão perpétua por um crime que não cometeu, passou quarenta e seis (46) anos na prisão.

Preferiu enfrentar a prisão do que confessar um crime que não cometera. Desde os vinte e seis (26) anos, quando foi preso, até os setenta e dois anos de idade, quando foi solto da prisão, lutou para se manter saudável física e mentalmente.

Ao ser declarado livre e inocente, recebeu do Estado Americano uma rica indenização, mas nem todo o dinheiro do mundo pode pagar pela liberdade de um homem inocente.

A lei americana, feita pelos homens e aplicada por eles, não foi capaz de identificar um inocente e declará-lo justo, fazendo com que os cidadãos se questionassem se a lei era realmente boa.

A verdade é que todos os seres humanos, diante da ótica da Palavra de Deus, são culpados e carecem da justificação que está sendo oferecida através de Jesus Cristo, o justo.

O apóstolo Paulo, falando da lei de Deus, que é boa, justa e santa, aos homens e mulheres de bom senso, racionais de fato, faz um simples exercício mental para chegar a essa conclusão:

Se o homem faz aquilo que não desejava fazer, porque desaprovava no seu senso crítico, por exemplo: Foi proibido pelo médico de se alimentar com comida gordurosa, para evitar o diabetes e uma série de comorbidades, devido à desregulação das taxas indicadoras da saúde.

Mas, diante do banquete posto à mesa não resistiu e comeu de tudo, porque os desejos em sua carne foram mais fortes do que a sua consciência, e logo sentiu as consequências na própria pele por quebrar as regras.

Diante desse cenário, é fácil perceber que a lei é boa e que a maldade reside nos impulsos da carne. Se a consciência do homem desaprova aquilo que ele fez, logo ele está consentindo, mesmo não abrindo a boca e testemunhando, que a lei é boa.

É isso que o apóstolo Paulo está tentando ensinar para os novos cristãos, principalmente para os gentios. 

Paulo ainda ensina que o homem espiritual, no indivíduo de fé, que desaprova a desobediência à lei, não é ele quem comete o pecado, mas a força da carne nele. Nesse caso, a carne foi mais forte que o espírito. O homem carnal venceu o homem espiritual.

Paulo também não está se eximindo da culpa se a sua carne comete o pecado, apenas explicando por que o pecado surge na vida do religioso militante que busca servir a Cristo.

Obviamente, o homem com o mínimo de discernimento espiritual entenderá que o santo apóstolo está tentando nos mostrar onde está a nossa fraqueza e o que devemos fazer para nos tornarmos fortes para vencer essa deficiência.

Não é atacando a lei ou anulando-a, mas enxergando o problema no homem natural, carnal, que é contra a lei que é boa. O homem carnal precisa ser vencido para que a lei seja observada e conheçamos a Deus, a fonte de toda a bondade.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.