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Devocional

Deus Abençoa Em Cristo

Por Fábio Amaro

15 de julho de 2024

Deus Abençoa Em Cristo

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo.

Estudiosos da religião propõem que a epístola ou carta aos Efésios, escrita pelo apóstolo Paulo, tenha sido produzida entre os anos 55 a 57 d.C.

Aproximadamente vinte e seis (26) anos após a ascensão do Filho do homem aos céus, para se assentar à direita de Deus – a Soberana Majestade, conforme testemunhou Estêvão no ano 34 d.C. (At 7.56).

No ano que Paulo escreveu à igreja de Éfeso, Cristo já havia Se sentado com o Pai no Seu trono de glória (Ap 3.21).

A promessa do Pai para o Seu Filho unigênito já tinha sido cumprida, pois quando Cristo ascendeu aos céus, o Pai lhe concede Seu espírito santo, para que nEle habitasse a Sua plenitude e pudesse batizar Seus discípulos com esse poder (At 2.33), para que tivessem autoridade para pregar e viver a santa verdade do evangelho e vencer o mal.

Por ocasião da ascensão do Filho e da Sua entronização (sentar no trono), o Pai constitui Seu Filho como Senhor e Cristo (At 2.36), exaltando-0 a mais alta posição no céu e na Terra, dando-Lhe um nome acima de todo nome (Fp 2.9).

Todos esses eventos celestiais já haviam ocorridos quando o apóstolo Paulo escreveu a carta aos efésios, e mesmo assim Paulo louva o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.

Veja que mesmo depois de tudo isso, Jesus Cristo, o Filho do homem, não havia se tornado um Deus igual ao Pai, como é ensinado na grande maioria das igrejas cristãs, devotas da grande igreja mãe que dominou com braço de ferro na Idade Média.

Jesus continua tendo um Deus e um Pai, o único Deus, inigualável, o único que possui a imortalidade e habita na luz inacessível aos olhos do homem pecador (1Tm 6.16). Jesus não foi exaltado a uma posição de igualdade ao Pai, sendo visto como um coigual. Isso é filosofia antibíblica, pois Jesus continua submisso ao Pai (1Co 15.28).

O mesmo Paulo, com toda coerência continua escrevendo a todas as igrejas a mesma mensagem do único Deus e da submissão do Filho, devido a Sua posição hierárquica inferior, para nos mostrar o exemplo do Filho modelo em obediência e o meio pelo qual o Deus único nos abençoa.

Jesus Cristo continuava tendo um Deus acima dEle, e esse Deus continuava sendo o Seu Pai. Cristo não se tornou um Deus quando chegou aos céus. O Pai continua sendo o único Deus e Cristo o Seu primogênito, retirado dentre os mortos (Cl 1.18 e Ap 1.5), de toda a criação (Cl 1.15) e dentre muitos irmãos (Rm 8.29).

Cristo não subiu aos céus para ser o segundo Deus ou um Deus menor, mas para cumprir sua obra de Servo obediente, sem esperar do Pai uma recompensa cobiçosa e usurpadora de ser igual ao Seu Pai e Seu Deus. 

Por meio dessa magnífica obra os homens santos, fiéis e convertidos, encontrariam no Filho um advogado e mediador, com todas as bênçãos espirituais comunicadas à nossa mente (regiões celestiais), ao nosso espírito.

Através do espírito de Cristo, enviado aos nossos corações, da parte do Pai (Gl 4.6) é que somos abençoados com as riquezas da sabedoria e de toda ciência que estão escondidas nas pessoas de Deus, o Pai, e do Seu Filho amado (Cl 2.2-3). Não há bênçãos maiores que estas. Não há bênção maior que o discernimento espiritual para compreender a pessoa de Deus, o Pai, e a pessoa do Filho.

É através dessa compreensão que passamos a entender o nosso papel como filhos de Deus, adotados pelos méritos de Cristo, nosso irmão mais velho (Jo 20.17), que nos ensina a sermos vitoriosos como Ele é. Ele nos guiará até o Pai, o único e verdadeiro Deus. 

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.