Porque certamente morreremos, e seremos como águas derramadas na terra, que se não podem ajuntar; porém Deus não tira a vida, mas pensa meios para que o banido não permaneça afastado dele.
A compreensão equivocada da sã doutrina implica diretamente na distorção da imagem do Verdadeiro Deus na mente e na vida prática do homem.
Não há conhecimento ou doutrina mais importante do que o "conhecimento de Deus". Conhecer a pessoa de Deus é a condição basilar para a salvação. Conhecer a Deus, o Pai, e a pessoa do Senhor Jesus, Seu enviado, é se tornar candidato à vida eterna. (Jo 17.3).
O apóstolo Paulo aprendeu essa verdade sobre Cristo e passou a ensinar esse poderoso entendimento que liberta e salva o homem. Ninguém, mais que o apóstolo Paulo, usou o termo "conhecimento de Deus", como condição para a salvação. Dentre tantos versos, citaremos dois deles:
"E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm." (Rm 1.28).
"Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus;" (Cl 1.10).
Como poderemos servir com devoção e amor a Deus que não conhecemos? Impossível!
Tenho percebido com certa frequência o mesmo equívoco entre cristãos evangélicos, que ao perder uma pessoa da família para a morte, cantam uma conhecida música do mundo gospel: "Deus me deu, Deus tomou, bendito seja o nome do SENHOR..."
Essas pessoas estão cantando sobre um Deus que não é o Verdadeiro Deus da Bíblia, que eles deveriam conhecer. Elas estão entendendo que foi Deus quem tirou a vida do parente, privando-os da companhia de uma pessoa amada, como se Deus fosse responsável pela morte, colocando Deus no lugar de Satanás. Quanta ignorância da sã doutrina!
Eles usam um texto escrito no livro de Jó, completamente fora do contexto real. Jó afirma: "E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei para lá. O Senhor o deu, e o Senhor o tomou: bendito seja o nome do Senhor." (Jó 1.21), sem considerar a dor, a emoção e os pensamentos confusos na cabeça de alguém que experimenta tal sofrimento.
Há um princípio de verdade, ensinado de forma clara e direta no livro de 2 Samuel (14.14), cujo contexto reza sobre a certeza da morte para os vivos, homens na condição de pecadores, e revela o caráter de Deus em relação à vida e à morte.
O referido texto é contundente e afirma: "Deus não tira a vida". Como, de uma mesma fonte, pode jorrar água doce e salgada? (Tg 3.11). Como o Deus da vida pode promover a morte, se igualando a Satanás? Como o Deus do bem pode fazer o mal? Esse princípio elementar deveria ser conhecido por todos os cristãos, para não cometer esses erros primários.
A Escritura Sagrada, no mesmo verso, diz ainda que Deus faz "completamente ao contrário". ELE não tira a vida, mas faz de tudo para que a pessoa banida da Sua presença, da verdade, da luz, da liberdade e da vida, volte para ELE, não permanecendo para sempre afastada dELE.
Não conhecer o caráter de Deus implica diretamente na relação com ELE. Quando conhecemos uma pessoa violenta, a tendência é termos medo dela, da mesma forma que, quando conhecemos uma pessoa bondosa e amorosa, é natural que nos aproximemos e nos sintamos protegidos, cuidados e amados.
Não conhecer o Deus de amor, de justiça e de paz, é negar o poder que nos é oferecido para que O sirvamos em perfeita e santa fidelidade. Não conhecer a Deus é não conhecer o suficiente para a salvação.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

