Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação.
Na impossibilidade de estar fisicamente presente com o ser humano, Deus, o Pai, enviou o Seu Filho, esvaziando-O da Sua natureza divina e assumindo plenamente a natureza humana:
"Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, o qual, tendo PLENAMENTE A NATUREZA DE DEUS, não reivindicou o ser igual a Deus, mas, pelo contrário, ESVAZIOU-SE a si mesmo, ASSUMINDO PLENAMENTE a forma de servo e tornando-se semelhante aos seres humanos." (Fp 2.5-7 - KJA)
Ora, se o Pai, o único Deus Verdadeiro (Jo 17.3 e 1Co 8.6), pudesse morrer, jamais enviaria o Seu Filho para o sacrifício; ELE mesmo viria, pois até os pais terrenos, que nem de longe se aproximam do amor de Deus, fariam isso para poupar a vida dos seus filhos.
A partir do momento em que o homem cometeu o pecado, um muro de separação entre ele e Deus foi erigido (Is 59.2), sendo necessário que o Pai constituísse um intermediário para que a Sua comunicação com a humanidade não fosse interrompida, de forma que a redenção do homem não fosse impossibilitada. Deus escolheu Seu Filho como único Mediador (1Tm 2.5).
Deus, o Pai, sempre desejou Se fazer presente pessoalmente na vida dos seres humanos, mas o pecado criou esse impedimento, para que o homem não fosse consumido pela glória de Deus.
Essa é uma verdade belíssima e claramente ensinada nas Escrituras Sagradas. Quando o reino eterno do Todo-Poderoso for estabelecido, Deus, o Pai, juntamente com Jesus Cristo, habitará com os seres humanos restaurados. Os homens verão a face de Deus, o Pai.
"E ouvi uma grande voz vinda do trono, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus." (Ap 21.3).
"Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque assim como é o veremos." (1Jo 3.2).
Enquanto esse dia tão aguardado por Deus, por Cristo e pelos homens não chega, o Pai encontrou um meio para se fazer presente entre a humanidade. ELE habitou na mente de Seu Filho, Seu perfeito templo espiritual, para enxergar a humanidade através dos olhos, do toque e das emoções do Seu Filho amado.
Deus estava em Cristo, unidos em um só espírito, para redimir a raça humana do pecado e da morte, propondo uma reconciliação graciosa. O Todo-Poderoso Se humilhou ao dá o primeiro passo em direção ao homem, porque o ama de forma sobrenatural.
A presença do Pai na mente de Cristo, espiritualmente, dava ao Filho toda a autoridade que precisava para realizar a obra de redenção (Mt 28.18). Cada palavra que Jesus falava, vinha do espírito do Pai que Lhe inspirava (Jo 12.49-50 e 17.8), bem como cada milagre que Jesus realizava era o Pai operando através dEle (Jo 14.10 e At 2.22).
Deus estava em Cristo Jesus, o nosso exemplo, para que, da mesma forma que ocorreu com Cristo, ocorresse conosco também. Por isso, nós também fomos batizados com o mesmo espírito e fomos chamados para contribuir com a mesma obra de reconciliação.
Assim como Deus estava em Cristo, reconciliando consigo mesmo o mundo, Jesus, hoje, está em nós, espiritualmente, para que realizemos essa obra santa:
"E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai." (Gl 4.6).
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

