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Devocional

Dois Amores

Por Fábio Amaro

25 de fevereiro de 2025

Dois Amores

Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.

Quando as Sagradas Escrituras falam sobre escolhas, apresentando as opções principiológica, de forma sintetizada, resumida, faz isso citando apenas duas.

Não encontramos uma terceira via na Palavra de Deus, para que o homem exerça uma das maiores dádivas recebidas das mãos de Deus, a qual é o livre arbítrio. 

Desde o princípio, o SENHOR tem ensinado esse princípio claro e simples, para que o homem não tenha dificuldade ou desculpa em escolher entre muitas opções. Ou é uma, ou outra, somente.

Primeiro, quando os seres humanos ainda eram perfeitos e a morte não os rodeava, o Altíssimo colocou diante deles, no centro do jardim do Éden, DUAS árvores com os seus frutos. Haviam apenas duas opções: a vida e a morte.

Ao longo dos ensinamentos bíblicos, essa verdade principiológica é fundamental. O Eterno Deus ratifica essa verdade aos filhos de Israel que estavam saindo da escravidão egípcia e precisavam nortear seus rumos para o bem e para a vida. Novamente foram expostas ao povo as duas opções:

"Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência," (Dt 30.19).

Essa dicotomia não existe apenas para a vida e a morte, bênção e maldição, mas em todas as outras opções, quando se trata dos únicos dois lados identificados nas Escrituras Sagradas: Luz contra as trevas, verdade contra a mentira, bem contra o mal, sim contra o não, etc.

Nas páginas do Novo Testamento, não é diferente, pois a estrutura dos princípios segue inalterada na Nova Aliança. 

O apóstolo João nos apresenta em sua primeira carta esse mesmo princípio. Ele fala que há DOIS amores para escolhermos apenas UM. Ou é um, ou é o outro. O homem nunca poderá escolher os dois ao mesmo tempo, e tentar se satisfazer usufruindo deles.

O amor ao mundo e o amor a Deus são as duas opções para que o homem escolha um deles. Escolhendo um, o outro não poderá estar presente no mesmo ambiente, na mesma vida, pois são rivais e promovem coisas diferentes: Morte e Vida.

João dá testemunho de que o amor ao mundo consiste no completo afastamento de Deus, pois o amor de Deus não pode habitar naquele que ama o mundo e as coisas que o mundo oferece.

O mundo é completamente dominado pelo pecado e todas as suas ações são norteadas para atender às paixões da carne, um falso amor que promove alegria passageira e não felicidade eterna, um engano.

O amor de Deus não pode associar-se a esse tipo de engodo. O amor de Deus, que é perene e eterno na vida das pessoas que "aborrecem" as coisas do mundo, rivaliza com tudo o que provém do amor do mundo. Eles não podem andar juntos.

Amar o mundo significa que o homem escolheu se tonar inimigo de Deus, pois ao escolher tal vida, o tempo todo estará desagradando o Todo-Poderoso com as suas ações ligadas aos "amores" que o mundo oferece.

O Deus único tem um amor puro e único, conforme a Sua santidade. Escolhamos o amor de Deus, que é verdadeiro e promove a vida.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.