Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.
O Todo-Poderoso concedeu aos seres humanos o privilégio de produzir muitos tipos de sons por meio da voz, sendo perfeitamente formatados pela razão.
A racionalidade é uma das maiores dádivas que Deus concedeu aos homens, pois é através dela que o homem pode ser considerado à imagem de Deus.
Com esses recursos, oriundos de uma inteligência insondável do único Criador, o ser humano pode comunicar-se com os seus semelhantes, emitindo sons distintos e inteligíveis, mas com uma incrível complexidade, quase que transcendental.
Esse poder não foi dado ao homem para que pudesse ser usado de qualquer maneira, pois esse recurso valioso é para resplandecer a glória do Criador nas Suas criaturas.
A boca é o órgão do corpo com a mais nobre das missões para com a glorificação do Nome do Criador de todas as coisas.
É através dela que os sons podem bendizer ou maldizer Aquele que é digno de toda honra e glórias.
Palavras de sabedoria que promovam a verdade e a vida, é o que se espera sair de bocas controladas por mentes inteligentes e ainda inspiradas pelo santo espírito do Altíssimo.
Muitas palavras podem ser proferidas pela boca, mas da boca de um santo deve sair apenas palavras coerentes com a pureza reservada e separada para a santidade.
Sobre esse aspecto, o apóstolo Paulo escreve à igreja de Cristo em Éfeso declarando total reprovação para com a linguagem torpe. "Nenhuma palavra torpe", escreve o servo de Cristo. Nem ao menos uma só palavra.
O que é uma palavra torpe? A torpeza é aquilo que está ligado à indecência, baixeza e vergonha. Tudo aquilo que é eticamente e moralmente repreensivo, vulgar e ofensivo aos bons costumes da boa comunicação.
Palavrões ou linguagem que explorem a sexualidade indevida, imprópria ou inadequada, cuja conotação está totalmente inclinada para as imoralidades sexuais que o mundo pervertido faz uso no seu cotidiano, não deve sair da boca de um servo de Cristo.
As palavras adequadas para serem proferidas por um homem de Deus são aquelas que vão contribuir para a edificação do edifício espiritual nas pessoas ouvintes.
Isso não tem nada a ver com falar alto ou baixo, repreender ou animar, corrigir ou consolar, mas em evitar a linguagem imoral que desperta a carne e silencia o espírito, e em fornecer informações úteis para o crescimento espiritual das pessoas.
As palavras que são proferidas conforme as necessidades das pessoas produzem bons frutos para a edificação do espírito, mas as palavras vazias e desnecessárias poderão contribuir para uma obra de desconstrução do indivíduo ético e espiritual.
As palavras santas, oriundas da fonte da verdade, é uma de as formas das pessoas conhecerem a graça salvadora de Deus.
Usemos nossas vozes para a edificação e salvação das pessoas e não para a vergonha e destruição.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

