E deu-lhe autoridade para julgar, porque é o Filho do Homem.
Quantos de nós já não ouvimos o termo: "Atendimento humanizado"?!
Atendimento humanizado é uma linguagem moderna que transita muito no universo público, sócio-político, principalmente nas redes de atendimento das áreas médicas, assistência social, jurídica, educacional e da segurança.
O ponto alto é olhar com mais atenção para as necessidades emocionais, físicas e psicológicas dos indivíduos. O alvo é reconhecer a singularidade e dignidade de cada pessoa.
Sobretudo, é uma abordagem de um ser humano que conhece todas as necessidades do outro ser humano a quem estar atendendo com empatia.
Deus, o Pai, e Jesus Cristo, o Filho, já fazem isso desde o início de tudo. O Todo-Poderoso, apesar de ser de natureza divina, conhece e trata os humanos com tanta justiça e amor, que parece ser mais humano do que os próprios humanos.
As ações do Criador e Mantenedor de todas as coisas são tão efetivas e práticas que enviou Seu Filho em carne e osso, como Filho do homem, um ser humano como nós, para nos entender.
Para atender os seres humanos nas suas necessidades mais profundas, era necessário entender os seres humanos nas suas fraquezas e debilidades mais sensíveis. Só havia uma forma de fazer isso com perfeição e justiça: O Filho de Deus veio a esse mundo como ser humano, um de nós, como nosso irmão, em tudo semelhante a nós:
"Por isso convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo." (Hb 2.17).
Essa era também a única forma de Deus, o Pai, se fazer presente espiritualmente na pessoa do Filho, pois ELE estava em Cristo, reconciliando consigo mesmo o mundo (2Co 5.19).
Dessa forma, o Filho do homem, o ser humano Jesus, recebeu do Pai toda a autoridade para julgar os homens do mundo, com a justiça de alguém que conhece todas as fragilidades e virtudes do ser humano.
Jesus recebeu essa autoridade de Deus, o Pai, não para ser um juiz duro, intolerante e incompassivo, mas para agir com a misericórdia de um sumo sacerdote intercessor. As pessoas não serão condenadas porque não foram ouvidas ou atendidas, muito menos por falta de justas e abundantes oportunidades de se arrependerem.
Jesus também não recebeu autoridade para ser um juiz independente, para atuar sozinho sem o auxílio da justa onisciência do Pai, pois Ele mesmo confessa que continuará ouvindo Seu Deus e Pai e seguindo as Suas orientações para que o Seu julgamento seja justo:
"Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma. Como ouço, ASSIM JULGO; e o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou." (João 5.30).
Toda a raça humana, desde os dias de Adão até os seres humanos que nascerão no futuro, será julgada por um juiz humano que recebeu de Deus toda a autoridade para isso. Ele recebeu autoridade para absolver e para condenar.
Sua alegria é abrir a boca para absolver e tornar uma pessoa justa pela justificação graciosa da fé, mas ainda terá que sofrer, experimentando a grande tristeza de proferir o juízo de condenação para aqueles que rejeitaram(ão) o perdão e a justificação.
Esse momento é tão difícil para Deus e para Cristo, que vem sendo adiado para que a graça insista nos corações das pessoas. Tudo por amor ao ser humano.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

