No mundo moderno em que vivemos, não possuir uma quantidade de alimentos estocados que garanta o sustento da família por trinta dias é motivo de preocupação.
Muitos outros fatores, inclusive a falta de itens considerados supérfluos, têm se tornado motivo de ansiedade e medo por parte de grande parte da população mundial.
Um desses motivos é a roupa adequada para se vestir nas mais diversas situações que a sociedade moderna passou a "exigir", conforme o seu alinhamento com as tendências que ditam novos padrões de comportamento e consumo.
O homem moderno se preocupa muito mais do que as pessoas que viviam no tempo em que Jesus disse: "Não fiquem ansiosos pela roupa que vocês acham que precisam vestir amanhã. Olhem para os lírios do campo, eles não têm tecidos e nem sabem confeccionar vestimentas, mas foram tão bem vestidos pelo Criador que nem mesmo Salomão com toda sua pompa ficou tão belo quanto o humilde lírio do campo." (Mt 6.28-29 - parafraseado).
A cultura vai sendo alterada com o tempo, conforme o avanço das tecnologias produtivas e a forma de consumo da sociedade, mas a ansiedade continua presente no coração do homem.
Como o homem cristão do tempo presente deve receber essas palavras de Cristo?
Se o foco da pessoa que lê a Bíblia estiver na palavra "vestuário", ao invés da palavra "ansiosos", de nada servirá a mensagem de estímulo e de encorajamento para a fé que está contida espiritualmente na mensagem de Cristo.
O mal que tentará destruir o homem, tanto no presente quanto para a eternidade, não está na falta de vestes, comida ou qualquer outro produto ou objeto essencial ou supérfluo, mas na ansiedade, um sentimento que desequilibra as emoções e prejudica a assimilação da fé.
Estar ansioso é estar duvidoso. A dúvida depõe contra a fé, tentando sabotá-la o tempo todo. Ficar ansioso hoje, desde já, por não ter uma roupa para ir a uma festa amanhã à noite, é não acreditar que o Altíssimo poderá providenciar, se aquele evento for bom para a pessoa. Em suma, a ansiedade é um subterfúgio para não crer em Deus.
O homem de fé, que entregou sua vida completamente nas mãos de Deus, jamais se preocupará com coisa alguma, pois espera nAquele que tudo providenciará e descansa na promessa: "Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas." (Mt 6.33).
Se a roupa não aparecer até o horário de ir para a dita festa, o homem de fé não se abalará, pois confia no Todo-Poderoso, que tem poder para lhe conceder um guarda-roupas repleto de roupas finas e de alta costura, mas não concedeu, pois não era Sua vontade. Se não era da vontade de Deus, logo não era para seu bem. Assim pensa e age o homem de fé.
Evitar a ansiedade só é possível pelo exercício da fé. Onde existe fé, não há ansiedade e vice-versa.
O homem moderno sabe muito mais sobre os efeitos maléficos da ansiedade do que os homens da antiguidade. A ansiedade pode levar qualquer pessoa à depressão ou a outras séries de transtornos psicológicos e doenças físicas.
É por essa óbvia compreensão que entendemos que Jesus não está querendo falar conosco de roupas, mas de ansiedade. Jesus tem a solução para esse mal que tenta destruir o homem no núcleo da fé, a mente. Busquemos a Cristo, Ele tem a solução ou a cura.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

