E declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos, Jesus Cristo nosso Senhor.
Um dos assuntos mais importantes das Escrituras Sagradas é a doutrina que esclarece tudo sobre Jesus como o Filho do homem.
Esse tema é pouco conhecido e muito pouco abordado nas igrejas que professam a fé cristã, em face da grande opressão imposta pelo peso da tradição religiosa, herdada da igreja medieval, que perdura até hoje e domina os ensinos teológicos sem que todos os questionem com base bíblica.
"A divindade de Cristo" é o tema central, depois da trindade, nessas igrejas que professam ter a fé em Jesus, o Filho do homem. Entretanto, "A humanidade de Jesus, o Cristo", o assunto mais abordado pelo próprio Cristo e pelos apóstolos, é completamente ignorado.
Oitenta (80) vezes. Essa é a quantidade de vezes que Jesus disse ser o Filho do homem, o título mais glorioso e poderoso para revelar o amor de Deus pela humanidade: 30 vezes no evangelho de Mateus; 15 no livro de Marcos; 25 em Lucas e 10 em João.
Enquanto o título de Filho de Deus é encontrado apenas duas vezes de forma direta, em João 5.25 e 10.36, e uma vez confirmando uma pergunta feita por Caifás, o sumo sacerdote, quando questionou se Ele era o Filho de Deus, então Jesus respondeu: "Tu o disseste." (Mt 26.63-64).
Jesus não disse: "Comam a carne do Filho de Deus" ou "Comam a carne do Filho divino" para que tenham vida em si mesmos, mas "Comam a carne do Filho do homem, para que tenham vida em vós mesmos". Até porque não existe na Bíblia carne divina.
"Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos." (Jo 6.53).
Comer significa conhecimento para a salvação e para a vida. Quem quiser se nutrir do mais profundo conhecimento de Deus em Cristo, precisa examinar com profundo interesse sobre o Filho do Homem - Jesus, o ser humano, como nós.
Esse ensinamento de Jesus Cristo, que os seus verdadeiros discípulos deveriam comer de Sua carne (estudar sobre o ser humano que Ele era), foi tão poderoso e o maior divisor de águas, que a maioria dos Seus próprios discípulos O abandonaram, pois escandalizou os religiosos da época. Hoje é diferente? Nada mudou!
Se o professo povo cristão não entendeu as palavras que saíram da boca do próprio Cristo, como entenderiam a linguagem de Paulo na carta endereçada aos cristãos em Roma?
Paulo declara que Jesus foi "declarado Filho de Deus". Ou seja, um filho por declaração, pois naturalmente Ele era um ser humano, filho do ser humano. Simples assim!
Isso diminui a pessoa de Jesus ou aumenta o poder, o amor de Deus e a obra realizada por Jesus? Em qual das condições Lhe confere maior glória: vencer como um ser divino ou como um ser humano e se tornar o perfeito exemplo para nós, como previsto e confessado por Ele mesmo? Simples assim!
As perguntas chaves para compreendermos a profundidade dessa revelação espiritual são: "Deus prefere o ser exterior, a carne ou corpo divino, ou o ser interior?" e "O poder de Deus se aperfeiçoa no ser divino, superior, ou na pessoa humana, inferior?" (2Co 12.9).
Jesus, por ser naturalmente Filho do homem, um ser humano, não perdeu o amor que o Pai, Deus, sentia por Ele, quando era de natureza divina, antes de Se esvaziar (Fp 2.5-7), pelo contrário, o amor de Deus só aumentou. Para Deus, é como se Ele fosse ainda o mesmo, pois Deus não liga para a carne e o exterior, mas para o espírito e o caráter.
Assim, em Cristo, todos nós, se salvos, seremos como filhos de Deus, pois para isso receberemos o "espírito de adoção" (Rm 8.15).
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

