Voltar para a lista

Devocional

Frutos Do Pecado

Por Fábio Amaro

09 de março de 2025

Frutos Do Pecado

Desde os dias de nossos pais até ao dia de hoje estamos em grande culpa; e por causa das nossas iniquidades fomos entregues, nós, os nossos reis e os nossos sacerdotes, à espada, ao cativeiro, ao despojo e à confusão de rosto...

O povo judeu estava cativo nas terras da Babilônia, submissa e dominada pelos caldeus, e agora encontrava-se sob o domínio dos persas, comandados pelo rei Ciro.

Pela mão de Ciro, como profetizado pelo profeta Isaías no capítulo quarenta e cinco do seu livro, os judeus cativos seriam liberados para voltar a Jerusalém e reconstruí-la.

Após dar todo o apoio para essa empreitada, Ciro permitiu que Esdras e muitos outros judeus, bem como os levitas que formariam o novo corpo do sacerdócio que operaria no templo do SENHOR, que deveria ser restaurado pelas mãos desses remanescentes.

Ao retornarem a Jerusalém e ao contemplarem a cidade em estado de ruínas, muitos sentimentos afloraram nos corações daqueles que estavam pisando pela primeira vez na sua terra natal, além dos outros que tinham sido levados à força quando ainda eram crianças, quase perdendo a ligação com o torrão onde seus antepassados testemunharam os milagres do Altíssimo.

O espírito do SENHOR tocou profundamente o coração de Esdras, que concluiu, em desabafo e em forma de testemunho, para todo o povo judeu que estava retornando à pátria amada, fazendo-o entender o quão perversa foi a rebeldia do povo contra o Deus de Israel. 

O espírito de Deus no coração de Esdras o conscientizou, fazendo-o enxergar quanta maldade o povo de Israel havia praticado contra a vontade do Altíssimo, sob a influência negativa dos líderes religiosos e políticos e do próprio povo.

Ele reconheceu que a culpa de todo o povo era grande, passando a sofrer as consequências dessa desobediência em forma de um espírito de rebelião contra Deus e Suas leis, que foram dadas para guiar e proteger o povo do mal.

As consequências dessa rebelião contra o Altíssimo foram a espada. A guerra trazia medo e constante inquietação ao povo, tirando-lhe o sossego e a tranquilidade que traz saúde e faz o homem produtivo e colaborador da nação.

O cativeiro foi o segundo degrau na escalada do sofrimento. Não bastassem as guerras e os rumores de guerras que perturbam o espírito e fazem a alma sofrer, pela implantação do império do medo e do terror.

O despojo foi o terceiro degrau na descida para a servidão e para a morte. Tudo o que o povo havia construído: casas, móveis e bens, tudo aquilo que lhe trazia conforto e bem-estar, e, sobretudo, um vínculo com suas raízes e costumes, seria perdido, tomado à força.

Por último, a humilhação. Não há nada mais degradante do que passar pela humilhação de ser reduzido a nada. A dignidade da pessoa humana é completamente ignorada nesse cenário experimentado pela nação dos judeus, quando levada cativa para a Babilônia.

Imaginem um rabino, mestre da lei, professor e formador dos filhos dos judeus, agora sendo um escravo que realizaria serviços braçais, e todo o conhecimento acumulado durante décadas seria silenciado, passando a servir pessoas rudes que não conseguiam enxergar esses "valores".

Tudo isso, devido às escolhas do povo de Israel. Ao escolher o pecado, a transgressão da lei de Deus, experimentaram toda sorte de dores e sofrimentos, fazendo com que seus descendentes colhessem os frutos amargos da sua desobediência.

Obedecer é a condição para vivermos debaixo das asas da graça de Deus e evitar os sofrimentos trazidos pelo pecado.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.