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Devocional

Glória Do Único Deus

Por Fábio Amaro

02 de setembro de 2024

Glória Do Único Deus

Como podeis vós crer, recebendo honra uns dos outros, e não buscando a honra que vem só de Deus?

Os líderes religiosos dos judeus compostos por sacerdotes, doutores da lei e escribas, cuja maioria pertenciam as seitas dos fariseus ou saduceus.

Em sua maioria eram religiosos radicais muito apegados às suas tradições e costumes, com base nos rituais e cerimônias contidas nas ordenanças do santuário, que na sua totalidade eram tipologias que apontavam para o Messias, Jesus Cristo.

Havia uma clara disputa de egos entre eles, sendo denunciado diversas versas vezes por Cristo, quando disse que eles buscavam os primeiros lugares para serem vistos e louvados pelos homens.

Era uma religião comandada por homens e não guiada pela santa influência do espírito de Deus. O líder religioso era venerado e respeitado além da conta, como toda e qualquer religião extremista e criada por homens e para homens.

Não foram poucas as parábolas que Jesus usou para denunciar e revelar de forma indireta, mas espiritual aos Seus discípulos e audível aos ouvidos deles também, que os tais líderes haviam se sentado na cadeira de Moisés e se apropriado indevidamente das coisas de Deus.

Por isso, Ele contou a parábola do Arrendador e dos Lavradores desonestos.

Nessa parábola, contida no livro de Marcos 12.1-12, O Senhor da vinha é Deus, o Pai, o Filho enviado é Jesus, e os lavradores arrendatários são os sacerdotes, levitas, a quem o Senhor confiou a guia espiritual do povo, e a vinha é Jerusalém, o tempo e a religião que ali era desenvolvida.

Esses líderes gananciosos do passado semelhantes aos do presente, para manter essa estrutura perversa de dar glórias uns aos outros e para recebê-la de volta, os levou a cobiçarem as coisas santas de Deus, não reconhecendo o Seu enviado, nosso Senhor Jesus Cristo.

Esse espírito demoníaco de cobiça neles, os cegou para não enxergar as grandes revelações espirituais que Jesus fazia com grande frequência em seus inúmeros ensinamentos públicos, de modo que eles se fecharam totalmente para ouvir até mesmo a verdade.

Jesus respondendo a uma acusação falsa deles, quando disse que era Filho de Deus (Jo 10.36), e eles deduziram de forma maliciosa que Jesus estava se fazendo igual a Deus (Jo 5.18), pois O queriam acusar de blasfêmia para O apedrejarem, afirmou claramente que o Pai era o Deus único.

Deus, o Seu Pai, era o único Deus de quem Jesus recebia glória, diferente deles que buscavam glória dos homens. Ao afirmar que Ele recebia glória do único Deus, Jesus estava afirmando uma série de verdades claras, simples e objetivas: 

1. Um Deus único não recebe glória de ninguém, pois é naturalmente a fonte original de toda honra e glória, mas Jesus afirmou que recebia, inclusive pediu ao Pai que lhe contemplasse com a glória que teve no passado (Jo 17.5);

2. Jesus afirma de forma didática e transparente: "Recebo glória apenas do único Deus". Não há dois deuses no universo. Isso é ensinado de forma compreensível por Cristo. Somente o Pai é Deus e é desse Deus que Jesus recebe a glória justa e merecida.

Os religiosos judeus, cheios do espírito de Satanás, o mesmo que cobiçou o trono de Deus querendo ser também um Deus, acusavam Jesus daquilo que eles cobiçavam, pois o coração mal acusa o próximo daquilo que realmente é.

Assim como Jesus, nosso exemplo, recebe glória do Pai, todos os filhos de Deus que se espelharem em Cristo, seguindo os seus passos de obediência, também serão honrados e glorificados, pois o Altíssimo honra os que Lhe honram (1Sm 2.30).

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.