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Devocional

Gratidão

Por Fábio Amaro

19 de julho de 2024

Gratidão

Que darei eu ao SENHOR por todos os benefícios que me tem feito?

Aristides de Sousa Mendes foi cônsul de Portugal na França. Quando as tropas de Hitler invadiram o país, Salazar, presidente português, ordenou que não se concedesse visto para quem tentasse fugir do nazismo.

Contrariando o ditador português, Aristides salvou cerca de dez mil (10.000) judeus da morte certa. Pagou bem caro pela sua atitude humanitária. Salazar destituiu-o do cargo e o fez viver na miséria até o fim da vida.

Diz um provérbio judeu que “quem salva uma vida salva a humanidade”.

Em sinal de gratidão, os judeus plantaram vinte (20) árvores no Memorial do Holocausto, em Jerusalém, em memória ao sacrifício de Aristides, além de ter recebido dos israelenses o título de “Justo entre as Nações”, o que equivale a uma canonização católica.

As Sagradas Escrituras diz: “Há maior felicidade em dar do que em receber”. (At 20.35).

O inspirado apóstolo Paulo, que proferiu essa frase acima, aprendeu com Jesus Cristo sobre nobreza de espírito daquele que escolhe dar ao invés de receber:

“Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo”. (Lc 6.38).

Muitas lições aprendemos quando nos disponibilizamos a DAR. Dar, significa que abrimos mão daquilo que ganhamos ou conquistamos. Dar, também significa perder aquilo que lhe pertence. Dar é um sacrifício, um verdadeiro ato de amor.

Todavia, quando RECEBEMOS, não temos tantas lições a serem assimiladas. 

Aquele que foi capaz de DAR Seu único Filho para morrer em nosso lugar, DANDO-NOS a salvação, DEU tudo o que tinha. DEU o Seu melhor.

Davi ao compreender uma pequeníssima parte desse amor infinito, imensurável, se perguntou com o coração inundado de gratidão: “Que darei eu ao Senhor, por tudo o que me tem feito?”

O grande rei Davi, ao refletir, buscou a coisa mais valiosa para oferecer ao Senhor em gratidão por todos os benefícios que o Senhor havia lhe feito, mas não encontrou nada tão valioso que pudesse se aproximar do que o Senhor havia feito por ele.

E nem poderia, pois até mesmo o fôlego de vida em si, já pertencia ao Senhor. Talvez Davi oferece o seu coração (sua mente), que o Altíssimo nos pede?!

Mas para Davi, até isso estava impuro pelos seus pecados (Sl 51.10). O que dar, então? Como o inspirado Davi poderia demonstrar sua gratidão?

Davi então chegou a conclusão que não tinha nada, nenhum presente, para dar ao Eterno Deus, à altura de tantas dádivas, fruto de um caráter bom e amoroso. Então concluiu que deveria fazer o mínimo que o Altíssimo pedia: “Pagar os votos que havia feito ao Senhor”. (Sl 116.14 e 18).

Nem Davi e nem cada um de nós pode pagar as dádivas do Senhor em nossas vidas, pois são gratuitas. Deus, por Sua graça nos presenteia com Suas ricas bênçãos, diariamente, e tudo isso sem esperar nada em troca, pois não teríamos como pagar esses benefícios.

Aprendamos com o nosso Pai celeste e com Seu Filho Jesus Cristo, a darmos sem esperar nada em troca, mas fazer por amor.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.