Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.
Um médico neurocirurgião estava diante de um grande dilema: retirar ou não um tumor que comprimia o cérebro do seu paciente, que era seu amigo.
Retirar imediatamente, poderia causar a morte do amigo, pois corria elevado risco de morrer durante a cirurgia.
A segunda alternativa era fazer um tratamento para tentar reduzir o tamanho do tumor, facilitando a cirurgia e diminuindo o risco morte, mas nenhuma garantia tinha de que o tratamento poderia funcionar à contento.
Diante da difícil escolha, o médico decidiu fazer o tratamento primeiro. Depois do tratamento e confirmada a redução do tumor, a cirurgia foi realizada com sucesso e o tumor foi retirado do cérebro, eliminando aquela grave ameaça.
Essa história não é um relato de um caso isolado, mas inúmeras pessoas ao redor do mundo já passaram por experiências semelhantes.
Essa história real na vida de muita gente, pode servir como analogia para explicar como Deus age.
Comparando com a nossa vida espiritual, todos estávamos correndo grande risco de perder a vida eterna, pois em nossa mente residia grave ameaça espiritual do maligno, tentando implantar o medo, a dúvida e a mentira.
Enquanto estávamos doentes, sem tratamento nesse mundo, como que respirando por aparelhos e a morte ao nosso redor, o espírito de Cristo nos convenceu a fazermos o tratamento que o SENHOR Deus prescreveu para nós, para que recebêssemos mais que uma cura, mas a vida eterna.
Todos nós fomos pacientes espirituais e experimentamos as ameaças do mundo, com seus costumes pecaminosos, atentam contra a verdade que leva à vida. Jesus nos foi enviado como o médico dos médicos, capaz de curar esses terríveis males da alma.
Jesus Cristo, na oração sacerdotal, resolveu o maior dilema dos seres humanos que se perguntam “por que Deus não os tira logo desse mundo de pecados, para que não tenhamos que esperar tanto tempo?”.
Antes de serem resgatados desse planeta, os homens precisam aprender a obedecer e a amar, só então estarão prontos para a “cirurgia” de transformação, extraindo e extirpando toda a influência do mal na Nova Criatura em Cristo.
Uma leitura rápida e desatenta desse verso: “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal” (João 17.15), pode levar à conclusões precipitadas, diferentes da verdadeira mensagem espiritual aos santos.
Cristo não está querendo que Seus servos permaneçam para sempre aqui na Terra, pois não se agrada em vê-los sendo oprimidos pelo mundo que jaz no maligno, mas sabe que é necessário e justo, para que o perfeito plano de redenção, justificação e salvação seja concretizado.
Para os Seus verdadeiros servos, já é consolador demais saber que Deus os livra de todo o mal. Isso é a manifestação da Sua misericórdia, um dos braços da graça de Deus em favor do homem imerecedor desse amor.
Assim como um bom médico livra uma pessoa de um tumor maligno que a levaria a morte, Deus, por meio de Cristo Jesus, opera em nós a cura do pecado. O Senhor nos livra agora do mundo, para nos retirar dele depois.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

