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Devocional

Habitação Eterna

Por Fábio Amaro

20 de fevereiro de 2025

Habitação Eterna

Olha para Sião, a cidade das nossas solenidades; os teus olhos verão Jerusalém, habitação quieta, tenda que não será removida, cujas estacas nunca serão arrancadas, nem qualquer das suas cordas se quebrará.

A cidade de Jerusalém, conquistada por Davi, escolhida e separada para ser o centro da atenção de Deus, a partir de um templo erigido por seu filho Salomão, é uma das mais belas tipologias bíblicas que apontam para a relação de Jesus e a Sua noiva, a igreja de Deus.

Muitos, presos à letra morta, entendem cada verso que menciona a cidade de Jerusalém como literal, como se Deus estivesse apegado a lugares, línguas e tradições humanas.

Se Deus fosse como o ser humano, agindo e pensando como ele, jamais permitiria que Jerusalém fosse saqueada e queimada inúmeras vezes. Tampouco, permitiria que o templo erigido sob o comando de Salomão e reformado por Herodes fosse derrubado, não deixando pedra sobre pedra, como previu o próprio Senhor Jesus (Mt 24.1-2).

O apego às coisas físicas e às aparências, promovido pelas religiosidades judaicas e cristãs, impede que esses religiosos entendam muitas mensagens espirituais por trás da letra morta.

Um dos muitos exemplos de mensagens espirituais por trás da letra morta está no verso de hoje, Isaías 33.20, que cita Sião e Jerusalém como lugar de habitação para o povo de Deus, e onde o Altíssimo estaria diante do Seu povo.

Se o texto de Isaías está se referindo a Jerusalém localizada no atual país de Israel, no Oriente Médio, então responderemos com clara afirmação às perguntas que faremos ao texto gramatical, à letra morta:

1.  Isaías está mandando o povo de sua época olhar para Sião, cidade das "nossas" solenidades. Os olhos dos conterrâneos e contemporâneos de Isaías veriam e viveriam numa cidade quieta, calma e tranquila, mas logo em seguida Nabucodonosor veio e provocou terror e destruição. Os olhos daquele povo não viram isso.

2. Isaías afirmou que a tenda deles, suas casas, não seriam removidas, mas Nabucodonosor derrubou tudo e deixou apenas ruínas.

3. Disse ainda: "Suas estacas nunca serão arrancadas e as suas cordas não se quebrariam", mas nenhuma delas resistiu ao fogo destruidor da Babilônia.

Não precisa ser um teólogo experiente para perceber que a linguagem usada por Isaías, dada por Deus, é uma alusão espiritual a algo muito superior.

Sião é uma tipologia de um lugar alto (reino vindo dos céus, de Deus), onde o Altíssimo congregará Seu povo. Jerusalém é um tipo de um lugar de habitação eterna, onde o mal e a injustiça jamais atingirão o povo de Deus, para os fazer sofrer.

Esse monte Sião e essa Jerusalém citados por Isaías jamais poderão ser entendidos como lugares literais localizados no Oriente Médio, no país de Israel. 

Somente a religiosidade dos homens que geram competições entre si é que faz com que eles se apeguem as coisas físicas, para com isso afirmarem: "Nós somos o povo escolhido de Deus, pois moramos na terra citada por ELE!".

Outros dirão: "Nós somos o povo escolhido de Deus, a igreja verdadeira, porque fazemos isso ou cremos naquilo". 

Todos os que pensam e agem assim não entenderam o verdadeiro evangelho que nos foi dado por meio do Messias; são apenas competidores humanos tentando tirar algum proveito nessa vida breve e passageira. Os verdadeiros servos de Deus, os espirituais, entenderão a Sua mensagem espiritual.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.