Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.
Deus revelou Sua justiça em Cristo para que, sem negar Sua santidade, pudesse salvar o pecador arrependido pela fé em Jesus.
O livro de Romanos é o tratado da graça e da justiça divina. No capítulo 3, o apóstolo Paulo declara que todos pecaram e foram destituídos da glória de Deus, mas também mostra o milagre da redenção no Calvário: Deus continua justo, mesmo perdoando o injusto.
O versículo 26 é o clímax desse raciocínio: Deus é “justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.”
Essa frase é a essência do evangelho de Cristo: o Deus santo, que não pode tolerar o pecado, encontra no sacrifício de Cristo um meio de salvar o pecador sem violar Sua justiça.
Um juiz amoroso viu seu filho condenado por um crime. Ele, como juiz, declarou a sentença, mas, como pai, não abandonou o filho condenado, mas investiu seu tempo e bens para resgatar, reeducar e converter seu filho ao caminho do bem.
Assim é Deus: justo como juiz, justificador como Pai. Todos os pecadores que aceitarem Sua graça e retornarem ao caminho da justiça, serão justificados pelo Juiz dos juízes.
O Calvário é o ápice da demonstração da justiça de Deus revelada aos olhos dos homens, embora já tivesse dado inúmeras demonstrações de Sua justiça em tipos e em linguagem espiritual profunda.
A justiça divina exige punição pelo pecado. Esse princípio imutável não foi anulado por Deus, quando proveu a expiação para a raça humana. A punição veio sobre um inocente, para que os culpados fossem absolvidos. O sangue puro foi o pagamento pelo sangue contaminado. Todos que aceitarem essa transfusão; serão purificados e justificados.
O pecado não pode ser ignorado, pois Deus é santo. Desde o Éden, a pena do pecado é a morte (Gênesis 2.17). Se Deus deixasse o pecado impune, ELE deixaria de ser justo. A justiça é um atributo essencial de Sua natureza. ELE não pode negá-la. A graça não é a negação da justiça, é a sua plena satisfação.
Em Cristo, Deus ofereceu a expiação dos pecados, concedendo a todos os pecadores a chance de um processo justo, com advogado de defesa e a oportunidade de viver um novo estilo de vida, no espírito da justiça. "O castigo que nos traz a paz estava sobre ele.” (Isaías 53.5). Deus não ignorou o pecado; ELE o pagou com a vida de Seu Filho.
Antes, a justiça de Deus se revelava em símbolos, por meio de ritos e cerimônias tipológicas. Agora, ela se manifesta plenamente em Cristo. O Calvário é o “tempo presente” da revelação da justiça divina ao homem que precisa ver para crer. O que antes era sombra, agora é realidade.
Deus não apenas revela Sua justiça na cruz, mas oferece Sua misericórdia, justificando o pecador arrependido. O texto diz: “(...) para que ele seja justo e justificador (...)” (v.26). Deus não se contradiz; ELE não é justo em um momento e misericordioso em outro; ELE é ambos simultaneamente.
ELE permanece justo porque o pecado foi pago, e é justificador porque oferece ao pecador o crédito da justiça em Cristo. Um devedor não pode pagar sua dívida, mas alguém paga por ele. O credor recebe, a justiça é satisfeita, e o devedor é livre. Cristo fez isso por nós, uma providência de Deus.
Deus não justifica parcialmente. ELE declara o pecador totalmente perdoado e revestido da justiça de Cristo, assim que o pecador se converte e passa a viver pela fé como nova criatura. “Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” (Romanos 8.1). O pecador justificado nunca mais será visto como culpado diante de Deus.
Romanos 3.26 é o coração do evangelho exposto aos romanos: “Deus é justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.” Na cruz, a justiça não foi anulada, foi satisfeita. O amor não ignorou o pecado, o venceu. O pecador, antes condenado, agora arrependido, transformado e justificado, é declarado justo.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

