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Devocional

Justiça Transbordante

Por Fábio Amaro

10 de agosto de 2024

Justiça Transbordante

Porque ainda que o teu povo, ó Israel, seja como a areia do mar, só um remanescente dele se converterá; a destruição está determinada, transbordando em justiça.

Tudo o que vem da parte do Todo-Poderoso é sem medida, transbordante, uma prova do seu poder ilimitado.

Seu amor é superabundante, a prova disso vemos sobre todos nós, que na qualidade de pecadores e imerecedores, ELE busca, resgata, purifica e dá dignidade real.

Sua misericórdia também é sem limites, pois quando achamos que já não há nenhuma chance para um homem ou para um povo transgressor e atolados na maldade, bastando um pedido de socorro, movido por um verdadeiro arrependimento, ELE perdoa e apaga as transgressões como se nunca houvesse ocorrido os pecados.

Se o amor, a misericórdia e a bondade de Deus são transbordantes, a justiça para com a maldade, não seria? Será da mesma forma!

O homem acha muito bom quando o Senhor o abençoa com fartura e saúde, mas ao primeiro sinal de prova, pela doença ou pela escassez, tem dificuldades de enxergar a bondade de Deus. Quando abençoa é amor, mas quando apresenta a Sua justiça é insensível e punitivo. O mesmo Deus que é transbordante em amor será também na aplicação da justiça. 

Nenhum povo, nação ou língua foi beneficiado com as bênçãos de Deus em todo o planeta Terra do que o povo de Israel. Na mesma proporção que eram abençoados, se tornavam rebeldes contra as santas leis do Altíssimo.

Um povo que se tornou tão numeroso que acharam que podiam se esconder do Senhor entre tanta gente, começaram a explorar o seu irmão, movidos pela ganância e pela busca dos prazeres carnais e todo tipo de perversidades.

Essa nação numerosa como a areia do mar, foi escravizada pelos assírios e pelos babilônios, depois de ter experimentado a escravidão do Egito, mas não queriam aprender a lição que as bençãos do Senhor eram condicionais a obediência.

Portanto, só retornariam desses cativeiros os que entendessem essa verdade, se arrependessem e se convertessem de todo coração ao Deus que faz tudo transbordar. Só um pequeno povo seria retirado dessa multidão de desobedientes, chamados de remanescentes.

Isaías foi enviado aos reis de Israel (Ezequias e a Manassés) com advertências para arrependimento e conversão, mas não deram ouvidos à Palavra do Senhor, por isso, por último, o profeta messiânico trouxe uma sentença que prometia ser transbordante de justiça.

Se o povo de Israel, conhecendo o mandamento de amar o próximo como a si mesmo, estava explorando e torturando aos seus próximos, como fizeram com o profeta Jeremias, eles seriam torturados ainda mais, transbordantemente. Essa foi a mensagem de Deus para Seu povo em rebeldia.

O "princípio" do transbordar não é aplicado apenas na hora da justiça, mas bem antes, quando o Senhor derrama Sua graça sobre todos os pecadores indignos, em forma de misericórdia, perdão, justificação e redenção:

"Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça;" (Rm 5.20).

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.