Então guarda-te, que não te esqueças do SENHOR, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão.
"Não poderia haver felicidade, jovialidade, esperança, orgulho, presente, sem o esquecimento." Friedrich Nietzsche
Muitos pensadores e filósofos como Nietzsche falaram do esquecimento como algo bom e necessário para a uma vida tranquila ou para uma sobrevivência sem sequelas.
Para um: "É preciso esquecer para viver; a vida é esquecimento."; para outro: "O esquecimento é mais sublime que o perdão." e ainda para outro: "O esquecimento das coisas é minha válvula de escape. Esqueço muito por necessidade.".
A psicologia vê o esquecimento dos traumas como uma forma de defesa do organismo para preservar a saúde e a vida. É compreensível, natural e aceitável que as pessoas tentem esquecer aquilo que lhe faz mal, pelo menos enquanto não se descobre uma forma de tratar essas memórias, para que quando aflore não traga dores consigo.
A dicotomia lembrança versus esquecimento pode ser perfeitamente utilizada tanto para o bem quanto para o mal. Há lembranças que o melhor remédio seja o esquecimento, mas se esquecer daquilo que é bom e para a vida, é como um veneno para a morte.
O Altíssimo, o Deus dos espíritos, que sonda todos os pensamentos, memórias e intenções, conhece mais que as próprias pessoas que sentem tudo isso.
Ninguém conhece o ser humano como ELE. O nosso Criador nos conhece muito mais que nós mesmos. ELE sabe quão frágeis são as nossas mentes. Não esquecemos a vingança por muitas décadas, mas o favor e a bondade que nos fazem, tendem a serem apagados com pouco tempo.
Essa pouca memória para reconhecer o bem é a mola propulsora para a instalação da ingratidão. O sentimento de gratidão, alimentado por boas memórias, não é apenas um recurso que promove saúde física e mental no homem, mas uma necessidade para a formação do caráter.
O povo de Israel, como qualquer ser humano, também tinha memória fraca, mesmo tendo testemunhado com os seus próprios olhos grandes milagres e prodígios magníficos da parte do Eterno Deus, ainda assim, se esquecia rápido dos feitos em seu favor.
A libertação da escravidão egípcia por si só, seria um motivo de gratidão eterna pelas gerações futuras, mais ainda quando se leva em conta a forma como isso se deu: "Dez pragas de juízo; Abertura do Mar Vermelho; O surgimento de água potável da rocha num deserto para matar a sede milhares de pessoas; Comida que caiu do céu; Roupas e acessórios que não envelheciam; etc".
Por tudo isso e muito mais, é que a palavra do Eterno Deus nos diz: "Tomem cuidado para não esquecer". Esquecer é rejeitar a vida e escolher a morte. Esquecer esse favor gracioso é negar a dádiva da vida que nos é oferecida para a obediência.
Lembrar dos favores imerecidos de Deus nos motiva a obediência, como esquecer do que o Senhor faz por nós, em toda a nossa vida, é dispensar uma verdadeira arma contra a desobediência aos santos mandamentos de Deus.
Só temeremos o futuro, se nos esquecermos da maneira como o Senhor nos guiou no passado. Lembrar das maravilhas que o Senhor fez é, sobretudo, um testemunho de fé.
O que o Senhor tem feito em tua vida? Você consegue lembrar de todas as dádivas, de todos os livramentos?
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

