Voltar para a lista

Devocional

Não É Nada

Por Fábio Amaro

09 de outubro de 2024

Não É Nada

Quanto, pois, ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só.

A maior ameaça entre todas que circundavam o povo de Deus, desde os primórdios até o dia de hoje, sempre foi a idolatria.

Abandonar o Deus único de Israel, o monoteísmo puro, no seu sentido óbvio e absoluto para seguir outros deuses, era a maior das tentações para o povo da antiguidade.

O pecado da idolatria era a principal porta de entrada para todo tipo de pecado do povo de Israel e é a dos cristãos do tempo presente.

Em consequência disso, também se tornou a causa de todas as maldições que o povo experimentou no passado, experimenta agora no presente e experimentará no futuro.

A idolatria, segundo a ótica bíblica, é algo irracional, pois o homem escolhe adorar coisas inanimadas, infinitamente inferiores a ele, como se fosse infinitamente superior a tudo.

Quando alguém se curva diante de uma escultura de madeira, pedra, gesso, bronze ou uma simples imagem, está desfigurando em si memo a imagem de Deus.

Falando dessa irracionalidade, o profeta Isaías faz uma simples reflexão sobre o homem que cria um ídolo, usando um pedaço de madeira que usou para cozinhar sua comida:

“Metade dele queima no fogo, com a outra metade prepara a carne para comer, assa-a e farta-se dela; também se aquenta, e diz: Ora já me aquentei, já vi o fogo. Então do resto faz um deus, uma imagem de escultura; ajoelha-se diante dela, e se inclina, e roga-lhe, e diz: Livra-me, porquanto tu és o meu deus. Nada sabem, nem entendem; porque tapou os olhos para que não vejam, e os seus corações para que não entendam.” (Is 44.16-18)

Já o apóstolo Paulo, escrevendo aos crentes da igreja de Cristo na Grécia, em Corinto, uma cidade de cultura politeísta e idólatra, conforme as definições bíblicas, afirma que todo cristão de fé e homem espiritual sabia que o ídolo não é nada para ele ou para o mundo.

Um ídolo não pode fazer nada de bem ou de mal para qualquer ser humano. Ele não vê, ouve ou sente qualquer tipo de sentimentos pelos homens. Portanto, venerá-los é irracional.

O povo de Corinto sacrificava animais a essas pseudos divindades sem vida, e as carnes dessas oferendas eram consumidas pelas pessoas. Obviamente, eram oferecidas também aos cristãos.

Muitos tinham dúvidas se podiam ou não as consumir. Paulo instruiu que não havia nada de mal nas carnes limpas, mas o problema estava no aspecto cultual, pois eram frutos de adoração pagã e deviam ser evitadas para não trazer escândalos aos mais fracos na fé.

Em tudo os cristãos deveriam dar testemunho, de que havia apenas um ser pessoal que pode ser considerado Deus, a pessoa do Pai:

“Todavia para nós há UM SÓ DEUS, o PAI, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele.” (1Co 8.6).

Qualquer louvor ou adoração a qualquer coisa ou pessoa, além do Pai, é considerado idolatria.

Essa verdade doutrinária havia sido ensinada por Jesus Cristo (Jo 17.3) e ratificada pelos apóstolos. Todos nós, servos de Cristo, devemos dar ouvidos a essa verdade.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.